Sábado, 27 de Fevereiro de 2021
MUDANÇAS

'A escolha é do presidente', diz Pablo Oliva sobre decisão de Bolsonaro

O deputado federal pelo PSL evitou criticar o movimento presidencial “sem que isso interfira no trabalho dos seus integrantes”. A intervenção de Bolsonaro no comando da Polícia Federal culminou com o pedido de demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça



Pablo_Oliva_2019-11-19_1_FF033D8F-13D5-477E-AA31-359E8C0C6067.jpg Foto: Divulgação
24/04/2020 às 10:55

Diante da súbita troca de comando da Polícia Federal que provocou a saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, o deputado federal Pablo Oliva (PSL-AM) que é delegado da PF, reforçou na manhã desta sexta-feira (24) que cabe ao “presidente a escolha do chefe do órgão” e evitou criticar o movimento presidencial “sem que isso interfira no trabalho dos seus integrantes”.

A reportagem questionou o deputado federal se sentia incomodado com a intervenção direta do presidente no órgão investigativo e se considerava o ato do presidente uma forma de se blindar das investigações de financiamento de manifestações pró AI-5 e ditadura, o deputado preferiu enviar uma resposta genérica via assessoria de imprensa enfatizando a independência da instituição. 



“A PF é conhecida por sua independência administrativa e investigativa, marca indelével da instituição. A escolha do chefe do órgão cabe, por lei, ao Presidente da República, sem que isso interfira no trabalho dos seus integrantes, em defesa do Brasil”, comentou o deputado através de sua assessoria de imprensa.

Pablo Oliva que é delegado da PF há 11 anos foi alçado ao mandato de deputado federal na onda Bolsonaro nas eleições de 2018.

No Linkedin, o deputado faz questão de estampar que como delegado já atuou na Operação Lava-Jato e a Operação Maus Caminhos. E emenda  “Combati toda sorte de bandidos e prendi traficantes a políticos em todo este tempo”. 

O imbróglio entre Moro e Bolsonaro se dá por causa da exoneração de Maurício Leite Valeixo, delegado geral da PF e homem de confiança do ministro,  publicada na madrugada desta sexta-feira.

Desde que assumiu o cargo, o presidente Bolsonaro ensaiou em mais de uma oportunidade mudar o comando da Polícia Federal, minando a influência de Moro sobre a cúpula da corporação. Tentativas de ingerência se deram com a abertura e o avanço de investigações contra pessoas do entorno do mandatório. 

O presidente gerou instabilidade na PF ao anunciar que trocaria no ano passado o superintendente do órgão no Rio de Janeiro, por questões de produtividade. Delegados reagiram à época e disseram que a troca já havia sido tratada internamente e nada tinha haver com desempenho.

Frustrado com a reação da instituição. Bolsonaro subiu o tom e afirmou que quem mandava na polícia era ele próprio. "Se ele resolveu mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda, sou eu, vou deixar bem claro. Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu", disparou no episódio.


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