Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
publicidade
1.jpg
publicidade
publicidade

Notícias

A saúde da ‘nova classe média’ é tema de seminário em Brasília

O diretor-presidente da FenaSaúde, José Cechin, acredita que o SUS precisa preparar-se para o envelhecimento rápido da população que aumentará a frequência de doenças crônicas e das despesas médico-hospitalares


24/04/2013 às 17:32

“Saúde: para onde vai a nova classe média” é o tema do seminário que o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) está promovendo nesta quarta-feira no auditório do Hotel Nacional, em Brasília. Além de gestores que integram o Conselho, o evento conta com a participação de economistas, sociólogos, jornalistas, sanitaristas e políticos. A abertura contou com a participação dos representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e do Ministério da Saúde.

O secretario de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) e presidente do Conass, Wilson Alecrim, explicou que o seminário é o primeiro da série de Conass Debate, projeto que a entidade está implantando e que fortalece a sua atuação como fórum de discussões de temas relevantes para o País, na área da saúde.

Segundo Wilson Alecrim, a escolha do tema levou em consideração a necessidade de compreender melhor as repercussões tanto para o Sistema Único de Saúde (SUS), quanto para o setor privado de saúde, do surgimento da “nova classe média” brasileira. “A maioria absoluta da população brasileira é usuária do programa nacional de vacinação, se beneficia das ações de controle alimentar no supermercado, de controle de medicamentos da farmácia. Tudo isso tem atuação do SUS. Sem falar da alta complexidade, como é o caso das cirurgias cardíacas e neurológicas. É no SUS que a maioria da população, com esses problemas, recebe atendimento”, destacou.

publicidade

Nesta manhã, quatro expositores fazem a explanação do tema: Ricardo Paes de Barros, subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Renato Meirelles, sócio-presidente do Instituto de Pesquisa Data Popular, José Cechin, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e Ligia Bahia, professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  

O diretor-presidente da FenaSaúde, José Cechin, acredita que o SUS precisa preparar-se para o envelhecimento rápido da população que aumentará a frequência de doenças crônicas e das despesas médico-hospitalares. “Quero acentuar que essa tendência pode ter seu ritmo reduzido, desde que se adotem hábitos de vida adequados. Por isso, entendo que cabe ao setor publico uma ampla campanha de promoção de hábitos saudáveis, o que seria acompanhado pelo sistema de saúde suplementar” comentou.

Para o subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros, a discussão sobre a melhoria de saúde pública representa um desafio de políticas públicas para o País. Já o diretor do Data Popular, Renato Meirelles, esclarece que o aumento do emprego formal na classe média brasileira tem proporcionado acesso desse grupo social a planos privados de saúde, o que faz com que o parâmetros de comparação mude.

publicidade
publicidade
Autoexame da mama não substitui exame clínico, diz Ministério da Saúde
Confira a lista dos 774 convocados no concurso da Susam de 2014
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.