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Abate de animais continua precário mesmo em locais autorizados de Manaus

Alerta é feito pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, mas governo diz estimular criação de abatedouros ou salas de abate no Amazonas 12/09/2014 às 23:14
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A vistoria de um veterinário é indispensável para constatar se o animal abatido estava livre de doença
Ana Celia Ossame Manaus (AM)

Pelo menos 40 dos 62 municípios amazonenses não têm um médico veterinário para inspecionar o abate bovino, o que representa um risco para a saúde da população. O alerta é do presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Paulo Alex Carneiro, que volta ao tema a cada período por entender a necessidade de lembrar a população precisa exigir do comerciante a origem da carne. 

Segundo Carneiro, a vistoria do médico veterinário é indispensável para constatar se o animal abatido estava livre de doenças como brucelose ou tuberculose, que podem ser contraídas pelo homem ao consumir carne de animais infectados.

De acordo com ele, a Organização Mundial de Saúde (OMS) atesta que 60% das doenças do homem são de origem animal, daí a necessidade de se ter a vistoria técnica feita por um profissional. O presidente do CRMV aponta ainda o agravante de que o abate, além de ser feito sem a inspeção, acontece em locais sem nenhuma higiene tanto dos utensílios quanto das pessoas que o praticam. 

“A população não tem informação dos riscos que corre ao comer a carne de um boi que estava com tuberculose ou brucelose”, adverte, lamentando que os efeitos da audiência pública realizada ano passado, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) tenham ficado para trás, já que saiu da mídia.

Estado

O chefe do Departamento Técnico da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal (Adaf), Sandoval Salerno Pinheiro, afirma que a entidade tem incentivado a construção de abatedouros em municípios maiores e de salas de abates, naqueles de menor demanda.  

O órgão foi criado para dar suporte às prefeituras para a criação do Sistema de Inspeção Municipal (SIM). Ao citar a entrega desses matadouros em municípios como Nova Olinda, Guajará, Parintins, Envira, Eirunepé, Urucurituba e projetos para construção em outros como Borba e Apuí, Sandoval diz ser importante que a população cobre esse tipo de serviço, que deve ser da iniciativa privada. Cabe ao estado fiscalizar e incentivar a construção dos matadouros, que devem ter profissionais para inspecionar os animais a serem abatidos.

Em Manaus, segundo ele, a maioria da carne consumida é importada, o que garante ter passado pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF).

Em números

46 escritórios no interior equipados com computadores e GPS tem a Adaf. Agência foi  criada em substituição da Comissão Executiva Permanente de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav) e é vinculada à Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror).

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