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Abatedouros clandestinos existem em 56 cidades

Situação será tema de debate em uma audiência pública que será realizada nesta segunda-feira (15) 14/04/2013 às 11:40
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Exemplo de insalubridade da carne
André Alves Manaus (AM)

A população de 56 municípios do Amazonas consome carne procedente de abatedouros clandestinos. O dado é do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado. Segundo a entidade, somente as cidades de Manaus, Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Iranduba e Boca do Acre mantém abatedouros dentro das normas legais. O assunto será tema de discussão em uma audiência pública que será realizada nesta segunda-feira (15), às 10h, no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE/AM).

A imagem acima exemplifica como animais são abatidos na maioria das cidades do interior do Amazonas. Neste caso, um flutuante no município de Tefé serve como espaço improvisado para o corte de carne. Para o deputado estadual Luiz Castro, presidente da Comissão de Meio Ambiente do Legislativo Estadual, é preciso garantir o consumo de carne com segurança no Estado. “Isso é um problema de saúde pública, de meio ambiente e está ligado à cadeia produtiva do setor primário, mas também envolve problemas do direito do consumidor. É preciso organizar a cadeia produtiva. Não se pode apenas “criar” boi de qualquer jeito”, afirmou o deputado.

Na avaliação do parlamentar, autor da proposta de discussão na Assembleia, é preciso haver definições de padrões e modelos para garantir a higiene do produto. “Precisamos de uma política de organização do setor, e quem pode fazer essa organização é o Estado, com a ajuda das Prefeituras e do Ministério da Agricultura”, comentou. “Precisamos encontrar soluções conforme a escala e a situação de cada município”.

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Gilmar Rocha, a vistoria do médico veterinário nos abatedouros “é indispensável para constatar se o animal abatido estava livre de doenças como a brucelose ou tuberculose, que podem ser contraídas pelo homem ao consumir carne de animais infectados”.

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