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Abraciclo anuncia resultados no setor de duas rodas em 2014

Em 2014, o setor passou por dificuldades e quedas na venda e produção. O resultado é um saldo negativo frente a 2013. Porém para 2015, a Abraciclo espera um aumento de 2% na produção e 1% nas vendas no atacado e 2,1% no varejo 10/12/2014 às 16:58
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A produção no setor de duas rodas caiu 10% em 2014, mas a Abraciclo projeta que a situação melhore no próximo ano
Camila Leonel Manaus (AM)

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (10), a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), apresentou os números do setor em 2014 e projeções para 2015. Apesar da queda de 10% na produção de duas rodas neste ano, as projeções para o próximo ano são otimistas. A estimativa para 2015 é de crescimento de 2% na produção e 1% nas vendas no atacado e 2,1% no varejo. Quanto às exportações, o setor deve sofrer uma queda de 55,6%.

Entre os fatores que motivaram as quedas estão o calendário atípico de 2014 e a desconfiança do consumidor. "A questão do crédito, a incerteza quanto a empregabilidade e a desconfiança do consumidor em não comprometer suas finanças com dívidas futuras".

A região Norte apresentou um crescimento no varejo no mês de outubro, diferente do que aconteceu no resto do país. Mesmo com menos dias úteis em novembro, a região cresceu 7,3%. A região Norte hoje possui uma frota de 2.028.034 motocicletas.

O Amazonas é um dos estados que apresenta um ótimo mercado, tendo uma frota estimada em 248.365, o que representa um crescimento 4,1%. Este número está acima da média nacional, que é de 3,2%. Em novembro, o Amazonas vendeu 23.456 motos no varejo. Para Fermanian, "Manaus vem se mostrando um grande mercado para o nosso segmento e tem crescido, ao contrário do mercado nacional. Os amazonenses têm uma ótima aceitação do produto".

Expectativas

Para 2015, a expectativa é que o setor, inicialmente, mantenha os números e no segundo semestre os resultados de venda e produção melhores. Fermanian acredita que a alteração das leis e o processo de retomada do governo são ótimas contribuições para o setor, mas que as mudanças não serão imediatas.

O desempenho negativo do setor de duas rodas influencia diretamente na performance do modelo Zona Franca, uma vez que ele representa atualmente 16,07% de participação no faturamento do Polo Industrial de Manaus, ficando atrás dos polos eletroeletrônicos (33,25%) e de bens de informática (17,02%).





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