Segunda-feira, 25 de Maio de 2020
SOCIAL

Abrigados recebem atendimento psicológico na Arena Amadeu Teixeira

Dentre as atividades individuais e em grupo oferecidas, estão escutas emergenciais, entrega de livros, rodas de conversas e musicoterapia



photo_2020-04-08_14-57-15_71F7E156-0029-44EE-AE12-1A8C8AE605D4.jpg Foto: Divulgação
08/04/2020 às 16:37

Entre as principais dificuldades de quem está em isolamento social em razão dos cuidados para prevenção do Covid-19 estão o aumento da ociosidade e da ansiedade e a redução da autoestima.

Para os abrigados que antes estavam em situação de rua e que agora estão no abrigo da Arena Amadeu Teixeira, essas condições podem advir com mais intensidade.



Visando mitigar esses sintomas, equipes de Psicologia e Serviço Social da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) iniciaram atendimentos sociais e psicológicos nesta terça-feira (7).

Nesta terça-feira, foram atendidos inicialmente em média 12 acolhidos, com atendimentos de escuta individualizada e anotações de demandas solicitadas por eles como segundas vias de documentos, roupas, sapatos e bolsas. Foi sinalizada ainda a necessidade de conversar com familiares.

A equipe de psicólogos também está realizando atividades individuais e em grupos, como escutas emergenciais, entrega de livros e, junto deles, uma breve discussão sobre os títulos das obras.

O destaque dos atendimentos foram as rodas de conversas, com o tema “Como me sinto hoje?”, e a musicoterapia, que são importantes aliados para minimizar pequenos danos relacionados à saúde mental na quarentena.

Para a psicóloga responsável pelos serviços, Evelyn Albuquerque, essas atividades são importantes para além das necessidades essenciais já oferecidas, como alimentação e higiene, pois cada um dos abrigados chega com uma história de vida, e é possivel identificar situações cotidianas que  enfrentam enquanto moradores de rua.

Segundo o também psicólogo Ednaldo Gomes,  as atividades de musicoterapia são importantes para que eles se recoloquem perante a sociedade.

“Quando eles param para lembrar de um acorde de violão, para lembrar de uma letra de uma música, eles estão exercitando suas memórias cognitivas e, junto com elas, suas emoções”, afirmou ele.

Além das atividades, foi feita ainda uma articulação com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para que a medicação solicitada pelos acolhidos por meio de receitas médicas fosse fornecida pela Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. Rayol, com retirada por um técnico da Seas, às terças e quintas-feiras.

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