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Ação de combate às hepatites virais continua no interior do AM

De acordo com a coordenação estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, Silvana Lima, o Amazonas é uma região endêmica aos vírus, principalmente devido aos efeitos das enchentes no interior do Estado. Por conta disso, nos municípios, a campanha deve seguir até o dia 10 de agosto 31/07/2015 às 21:50
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De acordo com a coordenação estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, a doença ainda é considerada um problema de saúde pública
Kelly Melo Manaus (AM0

Mais de 300 pessoas realizaram testes rápidos para a detecção de hepatites virais no encerramento da campanha estadual, ontem, realizada na Fundação de Medicina Tropical Doutor Vieira Dourado, no Dom Pedro, Zona Centro-Oeste.

De acordo com a coordenação estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, Silvana Lima, o Amazonas é uma região endêmica aos vírus, principalmente devido aos efeitos das enchentes no interior do Estado. Por conta disso, nos municípios, a campanha deve seguir até o dia 10 de agosto.

A enfermeira Josana Figueiredo, que faz parte da coordenação da campanha, explicou que só neste ano mais de 500 casos foram registrados no Amazonas. Os principais tipos da doença são  o A, B, C, D e E, que são transmitidos pela ingestão de alimentos ou água contaminada, uso de objetos coletivos ou durante a relação sexual.

 “Nos preocupamos muito com o interior porque no período da cheia é mais difícil ter água potável. As redes de esgotos são destruídas e tudo isso pode contribuir para as pessoas desencadearem um quadro de Hepatite A, por exemplo”, explicou.

A recomendação, segundo a enfermeira, é sempre procurar realizar exames e tomar as vacinas disponíveis na rede básica de saúde. “A Hepatite é um doença silenciosa. Nem sempre os sintomas aparecem e a doença pode evoluir para um quadro mais grave de cirrose ou câncer de no fígado”, orientou a enfermeira.

Educação e informação

Durante o encerramento da campanha, em Manaus, várias palestras foram realizadas. Além disso, a Coordenação também distribuiu  preservativos e material informativo sobre a doença. Ao todo, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) e o Ministério da Saúde (MS), disponibilizaram mais de 1,2 milhão de preservativos, 10 mil cartazes e 60 mil folders informativos. “A campanha foi um sucesso, pois as pessoas vieram em busca da detalhes sobre a doença e realizaram os teste rápidos”, afirmou Figueiredo.

Saúde pública

De acordo com a coordenação  estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, a doença ainda  é considerada um problema de saúde pública. Causadas pelos vírus do tipo A, B, C, D e E, as hepatites são doenças que atacam o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano.

Os tipos considerados mais graves – B, C e D – podem ser transmitidos por meio da relação sexual desprotegida, transfusão de sangue, uso de drogas, além do compartilhamento de objetos de uso coletivo.

 


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