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Cotidiano
EDUCAÇÃO

Data-base de professores é garantida para 1º de março, diz Seduc na abertura do ano letivo

Secretário Lourenço Braga afirmou ainda que todos os servidores da rede estadual no Amazonas vão receber vale-alimentação a partir de abril 15/02/2018 às 14:30 - Atualizado em 15/02/2018 às 14:32
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Abertura do ano letivo aconteceu no auditório do Centro de Formação Profissional Padre José Anchieta (Cepan), no bairro Japiim II, Zona Sul. Foto: Winnetou Almeida
Silane Souza Manaus (AM)

A data-base dos professores da rede estadual do Amazonas está garantida para 1º de março deste ano, como prevê o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), informou hoje (15) o secretário de Estado de Educação (Seduc), Lourenço Braga, durante abertura do ano letivo 2018. Além disso, segundo ele, todos os servidores receberão vale-alimentação a partir de abril.

Tais compromissos do Governo do Amazonas com a categoria foram anunciados por Lourenço Braga na cerimônia de abertura do ano letivo, no auditório do Centro de Formação Profissional Padre José Anchieta (Cepan), no bairro Japiim II, Zona Sul.

“Não há nenhuma dúvida disso. Nós vamos cumprir a data-base estabelecida para a educação”, garantiu Braga, assim como também assegurou questão do auxílio alimentação. “Hoje só quem recebe o vale-alimentação são professores e técnicos da secretaria. Os funcionários não recebem. A partir de abril todos vão receber”, enfatizou.

Qualificação dos professores

A qualificação dos professores foi outro ponto que o secretário evidenciou. Conforme ele, por meio do Projeto Qualificar haverá oferta de cursos de especialização, além de mestrado em educação. “Não se faz educação de qualidade sem professor competente na sala de aula e nós precisamos dar aos nossos professores uma qualificação que os atualize em didática, metodologia do ensino, pedagogia, e no conhecimento das disciplinas que cada um trabalha na sala de aula”, afirmou.

Braga destacou também que a Seduc, por meio do projeto Amazonas Didático, vai resgatar a elaboração dos livros por técnicos e professores universitários. “Nós não temos nada contra a produção de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco, nada. Os livros que o Amazonas recebe são de muito boa qualidade, mas nós precisamos regionalizar um pouco o conhecimento que queremos permitir aos nossos alunos”, explicou.

Tecnologia na educação

O secretário enfatizou ainda o uso da tecnologia na educação, como o acesso ao Google Education. Segundo ele, existem resultados extremamente significativos das ferramentas tecnológicas que não podem ser negados. “Temos hoje 250 mil exames clínicos que são feitos no interior do Amazonas com resultados encaminhados da capital em tempo real por uma coisa chamada telemedicina. Como não usar isso para fazer educação?”, questionou.

Para Lourenço Braga, o maior desafio é fazer uma educação de qualidade. “Nós queremos chegar ao final do ano tendo batido a nota 6 que o MEC (Ministério da Educação) fixa como média (pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb). Estamos um pouco abaixo disso, chegamos 4,9/4,8 no ensino do primeiro grau e 4,6 no ensino médio. Eu quero passar de 6. Quero fazer um ensino de qualidade. Quero fazer uma educação que nos permita bater esse piso que eu estou chamado de nota mínima e não de média. Para mim, o importante é chegar em 8 e não em 6”.

Dez ações anunciadas

1. Projeto Amazonas Didático: o projeto regionalizará a elaboração dos livros didáticos que serão utilizados na rede estadual;

2. Projeto Qualificar: cursos de especialização para professores, gestores, secretários de escola e servidores administrativos, além de mestrado em educação. O projeto será desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Amazonas.

3. Projeto Conectar: irá garantir o acesso de 60 mil estudantes por meio da ferramenta Google Education em 80 escolas de todos os municípios do Amazonas, em algumas aldeias indígenas e áreas de preservação ambiental;

4. Projeto de preparação de alunos para o vestibular e Enem: alunos da 2a e 3a séries do Ensino Médio terão acesso a aulas preparatórias para o vestibular. O projeto-piloto inicia a partir de maio deste ano;

5. Projeto Reescrever: Em parceria com o Instituto Paulo Freire, a partir de junho, a Seduc pretende alfabetizar 36 mil pessoas no interior do Amazonas.

6. Concurso público com 8,2 mil vagas para professores, técnicos e auxiliares administrativos em todos os municípios do interior;

7. Criação de uma comissão incumbida de atualizar o estatuto do magistério, atendendo aos anseios atuais da classe dos professores;

8. A Seduc anunciou ainda a disponibilização de auxílio alimentação a todos os servidores a partir de abril;

9. Enquadramento de todos os professores;

10. O governo vai cumprir a data base da educação.

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