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Acordo da COP-21 de mudanças climáticas beneficiará o Brasil

Detentores das maiores florestas do mundo, Brasil, Indonésia, Congo, Peru e Colômbia serão fortemente favorecidos 14/12/2015 às 11:36
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Ban Ki-moon, Laurent Fabius e François Hollande comemoraram o acordo de Paris sobre mudanças climáticas
ANTONIO XIMENES Paris

Uma Conferência do Clima com fortes emoções, onde até o último minuto o mundo aguardou para ver concretizado o mais importante acordo do clima da história da humanidade.

O presidente francês François Hollande, ao ver os 195 países dizerem sim ao documento apresentado pelo chanceler Laurent Fabius, correu, literalmente, para o abraço com Fabius e, na sequência, com o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, em Le Bourget, onde aconteceu o evento climático.

Concretizava-se naquele momento (tarde de sábado), um sonho ambientalista de proporção planetária de combater as mudanças climáticas com a razão e a emoção, porque uma "'revolução verde, se faz com toda a sociedade na busca da preservação da natureza, especialmente para as próximas gerações", como disse François Hollande, sob forte emoção.

Fundo de US$ 100 bilhões começa em 2020

Neste século, a temperatura não deve subir além de 2 graus centígrados (o ideal é que não chegue aos 1,5 graus centígrados, como consta no Acordo de Paris). As nações devem receber novas tecnologias e muito investimento, um fundo de US$ 100 bilhões começa a funcionar em 2020, para mitigar e adaptar-se às mudanças climáticas.

As economias pobres e em desenvolvimento, que também são as que ainda detém as maiores florestas do mundo, a exemplo do Brasil, Indonésia, Congo, Peru, Colômbia e o restante dos países panamazônicos serão fortemente beneficiadas, com as novas regras.

No Acordo de Paris ficou definido que, a cada cinco anos, as metas de redução das emissões dos gases de efeito estufa dos países serão analisadas, para evitar o descontrole ambiental. Em 2019 já acontecerá  esta revisão. As maiores organizações não governamentais do planeta presentes em Paris, como Greenpeace, WWF, GCF, entre outras gigantes do clima, junto à sociedade civil, podem não ter ficado satisfeitas por completo.

Mas, inegalvelmente, aplaudiram o resultado, pelo que representou de avanço ambiental, em meio a um mundo cada vez mais violento, onde as guerras e o terrorismo insistem em desestabilizar a vida de milhões de pessoas, tendo a destruição da natureza como consequência desses conflitos também.

País teve papel fundamental nas negociações

O Brasil, pela primeira na história das Cop, desempenhou papel fundamental nas negociações do clima, como se observou nos bastidores com a presidente Dilma Rousseff conversando com o presidente americano, Barack Obama, para traçar ações conjuntas em escala global e influenciar as decisões dos países pobres da África, América do Sul, Ásia e Oceania; bem como as potencias regionais China e Índia; nações com força ambiental e demográfica por serem as de maior população do planeta, e os chineses detentores da segunda economia mundial, e a que mais polui.

Para Dilma, acordo é justo e ambicioso

A presidenta Dilma Rousseff disse que o Acordo de Paris define uma nova fase da luta contra a mudança do clima. “O acordo é justo e ambicioso, fortalecendo o regime multilateral e atendendo aos legítimos anseios da comunidade internacional”, afirmou, em nota divulgada pelo Palácio do Planalto. Para Dilma, o documento é o resultado de uma mobilização inédita dos governos, com o engajamento ativo da sociedade em todos os países.

“Duradouro e juridicamente vinculante, o acordo também é ambicioso por procurar caminhos que limitem o aumento de temperatura neste século em até 2 graus Celsius, buscando atingir 1,5 grau Celsius”, comentou. Segundo a presidenta, o acordo teve “decisiva participação” do Brasil e respeita a diferenciação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

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