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Acusado de corrupção, prefeito de Iranduba se entrega ao MPE e população comemora sua prisão

Até então, Xinaik Medeiros era considerado foragido. Procurado por corrupção, ele foi a Manaus para se entregar às autoridades. Polícia e CGU cumpriam 20 mandados judiciais na cidade na Operação Cauxi 10/11/2015 às 16:06
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Prefeito do Iranduba, Xinaik da Silva Medeiros
JOANA QUEIROZ E VINICIUS LEAL Manaus (AM)

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O prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros (PTB), se entregou na manhã desta terça-feira (10) ao Ministério Público do Estado (MPE), na sede do órgão, em Manaus, depois de ser considerado foragido da Justiça. Ele é acusado de comandar esquema de corrupção em licitações que teria gerado prejuízo de R$ 56 milhões ao Município.

Desde o início desta manhã, policiais civis do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e agentes da Controladoria Geral da União (CGU) cercaram a sede da Prefeitura de Iranduba, secretarias e a casa de Xinaik Medeiros para cumprir 20 mandados de busca e apreensão e de prisão, na Operação Cauxi.

Na residência do prefeito, Xinaik não foi encontrado, mas uma quantia de R$ 13 mil estava escondida no local. O prefeito saiu de Iranduba e foi de carro até a sede do MPE, em Manaus, para se entregar. Além do prefeito, mais três pessoas foram presas e outros quatro estão sendo procurados.

De acordo com o promotor de Justiça Lauro Tavares, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate as Organização Criminosa (Gaeco), entre os presos estão a irmã do prefeito Nádia Medeiros, o secretário de finanças David Queiroz e Edu Correa Souza.


População comemora prisão do prefeito. Winnetou Almeida

Além de Xinaik, foram decretadas as prisões do secretário de finanças, da presidente temporária da comissão permanente de licitação, da tesoureira do fundo municipal de saúde, do secretário municipal de infraestrutura e a condução coercitiva de mais de 15 pessoas. A Justiça mandou decretar o bloqueio de bens dos envolvidos.

Os integrantes do esquema são acusados de praticarem crimes como peculato, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade fiscal durante a execução de contrato de obras, serviços e aquisição de materiais para a Prefeitura de Iranduba.  

O procurador-geral do MPE, Carlos Fábio Monteiro, revelou que foram descobertas fraudes em licitações em Iranduba a partir de denúncias de empresários que foram coagidos a pagar propina para conseguir contratos da gestão pública.

Os acusados são: David Queiroz Félix, Edu Corrêa Souza, Nádia Medeiros de Araújo, André Maciel Lima, Sérgio Souza, Almir da Silva Prestes, Josimar Martins Marinho, Genilson Ferreira da Silva, Piter Vilhena Gonzaga, Leandro do Vale e Silva, Angela Rayane do Amazonas Medeiros de Araújo, José Odenilson Santana Oliveira, Carlos Roberto Costa Oliveira, Cláudio Henrique Costa Oliveira, Anny Glez Fialho da Silva, César Alemberg Dias Rios e Eduardo Assunção Alfaia.

Afastado do cargo

No final da manhã, a Justiça do Amazonas mandou afastar o prefeito Xinaik Medeiros (PTB) do cargo de prefeito de Iranduba. O afastamento foi determinado pela desembargadora Carla Maria Santos dos Reis, do Tribunal de Justiça. Ela é a relatora do processo sobre as denúncias de corrupção e quem autorizou o cumprimento dos mandados judiciais.

População solta fogos

A população de Iranduba festejou a prisão do prefeito da cidade, Xinaik Medeiros, e as prisões de outros membros de um esquema de corrupção na prefeitura descoberto durante a Operação Cauxi, deflagrada pelo MPE, Polícia Civil e CGU. Populares começaram a se organizar para fazer uma grande carreata pelas ruas da cidade.

Os moradores estão sendo convocados para saírem pelas ruas da cidade às 16h. No inicio da manhã, assim que foi confirmada a prisão do secretário de Finanças, a população soltou fogos de artifícios. Neste momento, um grupo se reuniu próximo à sede da prefeitura com cartazes, e em um deles estava escrito “Operação Cebolinha”, fazendo menção à atividade do prefeito antes de ser eleito.

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