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Acusado de mutilar mulheres é retirado do 'Mais Médicos' de Goiás

Carlos Jorge Cury Mansilla é acusado na polícia do Amazonas pelo crime de lesão corporal grave contra 20 pacientes. Ele teve sua licença médica cassada 04/09/2013 às 18:04
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Mansilla havia sido selecionado para trabalhar em Águas Linda, em Goiás
Antonio paulo ---

O médico e ex-deputado federal Carlos Jorge Cury Mansilla, que atuou no Estado do Amazonas e em Rondônia, foi excluído pelo Ministério da Saúde do programa “Mais Médicos”. Ele foi selecionado para exercer a profissão no município de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A decisão tomada nessa quarta-feira(3) pelo ministro Alexandre Padilha ocorreu porque Mansillha responde a processo ético-profissional no Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (Cremam) sob acusação de ter mutilado pelo menos 20 pacientes durante cirurgias plásticas em Manaus.

Carlos Jorge Cury Mansilla prestou esclarecimentos no 1º Distrito Integrado de Polícia do Amazonas (DIP), ao delegado Mariolino Brito, no dia 12 de julho quando foi acusado por diversas vítimas do erro médico. À Polícia, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas informou que o médico não possuía autorização para exercer a função de cirurgião plástico, já que seu curso da especialidade, feito na Bolívia, não é reconhecido no Brasil.

Ontem, o Conselho Federal de Medicina disse que Mansilla encontra-se sob interdição cautelar no que se refere ao exercício da Medicina em todo o país. “Essa medida, de caráter preventivo, deve vigorar até o julgamento do processo, que pode render até a cassação ética-profissional dele”, informou o CFM.

Na nota distribuída pelo Conselho Federal, a direção explica que a interdição cautelar é um recurso administrativo legal adotado em situações em que a atividade do profissional que responde a processo pode colocar pacientes em situação de risco. “A decisão de interditá-lo foi tomada pelo Cremam em 16 de julho de 2013, comunicada por ofício circular para todo ao conselho, dois dias depois, podendo ser visualizada no site do CFM no item Busca de Médicos, desde então”.

Essa justificativa foi dada porque o Ministério da Saúde disse que Mansilla foi aceito no “Mais Médicos” porque o registro CRM dele, de Rondônia, estava ativado na época da inscrição. “Uma vez ativo na base do Conselho Federal de Medicina, o profissional está apto a exercer a profissão”, justificou a coordenação do programa. O Ministério vai notificar o município de Águas Lindas para que o médico fique impedido de trabalhar até que a avaliação do registro seja concluída. “Aqui é que ele não vai atender” declarou o secretário de saúde da cidade, Willem Madison.

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