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Cotidiano
ASSASSINATO

Acusados de matar líder comunitária com 12 tiros são julgados nesta sexta-feira (24)

Sessão marcada para as 9h está atrasada e a 1ª Vara da Comarca de Manacapuru aguarda a chegada dos réus. Crime ocorreu em 2015 e segundo a polícia, foi motivado por disputa por terras 24/03/2017 às 12:12
Show dora priante
Familiares de líder comunitária realizam protesto em frente à Comarca (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Silane Souza Manaus (AM)

A sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri dos réus Adson Dias da Silva e Ronaldo de Paula da Silva, acusados de homicídio qualificado da líder comunitária Maria das Dores dos Santos Salvador Priante, em 2015, prevista para iniciar às 9h, desta sexta-feira (24), ainda não começou. A 1ª Vara da Comarca de Manacapuru aguarda a chegada dos réus, que estão vindo de Manaus.

Familiares, amigos e integrantes de movimentos de defesa dos direitos da mulher estão na frente da Câmara de Vereadores do Município, onde acontecerá a sessão de julgamento, pedindo a condenação dos réus. 

O viúvo da vítima Gerson Priante, 66, disse que a expectativa é que o resultado do julgamento seja uma punição exemplar para os executores do crime. "Estamos aqui para mostrar que nós não aceitamos de forma alguma a violência contra a mulher, contra o jovem ou contra qualquer que seja porque ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém", afirmou.

O júri acontecerá na Câmara Municipal de Manacapuru devido ao grande número de testemunhas arroladas pela defesa e acusação para serem ouvidas no julgamento. Serão 15 testemunhas, no total. Além dos dois réus, dois promotores, um assistente da acusação e advogados dos acusados.

A juíza Vanessa Leite Mota, titular da Vara, presidirá a sessão de julgamento, que não tem hora para terminar. A previsão é que o júri seja encerrado na madrugada de sábado (25).

Crime

Segundo a polícia, o crime foi motivado por disputa por terras e pela liderança da comunidade. Na época, familiares também contaram que a briga por terras na comunidade Portelinha é muito grande e que o acusado, o “Pinguelão”, sempre vendeu lotes de terra irregularmente.

A líder comunitária foi executada com 12 tiros de pistola PT ponto 40, arma de uso restrito das policiais Civil, Militar e Rodoviária Federal,  e o corpo  encontrado no dia seguinte no ramal Santa Luzia, no km 52 da rodovia AM-070, próximo ao município de Manacapuru.

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