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Cotidiano
DENÚNCIA

Prefeito de Coari protocola ação no MPE contra promotor e alega perseguição

Prefeito Adail Filho denunciou ao Ministério Público uma suposta organização criminosa para tirá-lo do comando da Prefeitura de Coari. Promotor citado nega as acusações 26/06/2018 às 18:35
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Adail Filho apresentou um conjunto de documentos que comprovariam suposta armação (Foto: Arquivo/AC)
acritica.com Manaus (AM)

O prefeito de Coari (a 434 quilômetros de Manaus), Adail Pinheiro Filho (PP) denunciou ao Ministério Público do Estado (MPE) possíveis irregularidades nas ações do promotor do município, Wesley Machado, supostamente envolvido em uma organização criminosa que estaria tramando a cassação do prefeito. 

A representação contra o promotor foi protocolada nesta terça-feira (26) na sede do Ministério Público. Segundo a assessoria da instituição, a reclamação será encaminhada à corregedoria do órgão para análise. Além de Machado, quatro vereadores do município e um funcionário do TCE fariam parte dessa suposta organização

Provas

Na peça jurídica, Adail anexou uma série de documentos, como áudios, vídeos e outras documentações que, segundo ele, comprovam a existência dessa organização e a forma como estaria atuando para afastar, não apenas o prefeito, mas a vice-prefeita, Mayara Pinheiro; e o presidente da Câmara Municipal de Coari, o vereador Keitton Pinheiro. 

“Essa denúncia teve início no dia 16 de maio, quando procuramos o Ministério Público e apresentamos uma reunião de provas que demonstram uma organização criminosa que está montada em Coari com o intuito de tomar a Prefeitura a qualquer custo”, relatou Adail Filho.

No relato ao MPE, Adail Filho afirma que desde janeiro deste ano vem sendo alvo de sucessivas ações que alegam improbidade administrativa e pedem o afastamento do prefeito. Até agora, já são sete ações.

Promotor rebate críticas

O promotor Wesley Machado rebate as críticas de Adail Filho ao declarar que a atitude do prefeito busca descredibilizar a atuação do MP-AM. “Em todos os casos em que houve a minha atuação é porque eu fui obrigado. E sou obrigado pela lei a agir diante de prática de atos ilícitos”, disse.

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