Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
'PATRINUS'

Adail Filho está foragido, diz Ministério Público do AM

Justiça do AM também ordenou a prisão de quatro servidores da Prefeitura de Coari apontados como integrantes do ‘esquema criminoso’, pela investigação



Adail-Filho_5E6F67CA-89E5-4246-A3E1-F487EF4BF087.jpg Foto: Arquivo AC
26/09/2019 às 10:24

Alvo de um mandado de prisão temporária na manhã desta quinta-feira (26), o prefeito de Coari, Adail Filho, é considerado foragido pela Justiça. A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). A assessoria de Adail informou, ainda, que ele está em Manaus e pretende cumprir a decisão.

Policiais do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) estiveram na casa do prefeito por volta das 5h, porém, não encontraram Adail. Ele é suspeito de fazer parte de uma organização criminosa que desviou R$ 100 milhões de recursos da Educação do município, distante 362 quilômetros de Manaus.

"Na verdade esse pedido de prisão temporária é desnecessário. O prefeito está se colocando à disposição da Justiça, de todos os órgãos, ele vem se colocando há muito tempo. Ele está em Manaus, e está tentando entender tudo isso para se apresentar. Ele não tem nada a esconder”, disse em nota, o prefeito.

Além do mandado de prisão temporária contra Adail, a Justiça do Amazonas ordenou busca pessoal e busca e apreensão na casa da irmã do chefe do executivo municipal, Mayara Alves, que é deputada estadual pelo Partido Progressista (PP). Ambos são filhos de Adail Pinheiro, ex-prefeito de Coari, que respondeu diversos inquéritos por corrupção, tráfico de menores e pedofilía.

A Justiça do AM também ordenou a prisão de quatro servidores da Prefeitura de Coari apontados como integrantes do ‘esquema’, pela investigação. Durante a busca foram apreendidos valores de dinheiro, ainda não estimado o total, e equipamentos de informática. 70 mandados de busca pessoal, e de busca e apreensão, foram cumpridos em domicílios de Coari, incluindo casas de vereadores e parentes de Adail. 



Em Manaus, o GAECO foi até duas empresas suspeitas de fazerem parte da organização criminosa.

‘Patrinus’

A operação deflagrada nesta quinta-feira (26) pelo MPAM contou com a atuação de 04 Promotores de Justiça e mais de 160 policiais,  além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e contou com a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas.

Repórter

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