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Cotidiano
Alegação

Advogado de Adail Pinheiro diz que ex-prefeito corre risco de morrer no Compaj

O advogado Francisco Balieiro afirmou que diretor do Compaj relatou que a presença de Adail gera instabilidade e que o presídio não tem condições de garantir a integridade física e a vida dele 19/10/2016 às 20:18 - Atualizado em 19/10/2016 às 20:25
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Adail Pinheiro foi transferido para o Compaj na manhã desta quarta-feira (19). Foto: Jander Robson
Joana Queiroz, Osvaldo Neto e Rafael Seixas Manaus (AM)

A defesa de Adail Pinheiro entrará com pedido de habeas corpus na manhã de quinta-feira (20) no Tribunal de Justiça do Amazonas. A informação foi confirmada pelo advogado do ex-prefeito de Coari, Francisco Balieiro, que relatou que a permanência no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) gera risco de morte ao seu cliente.

De acordo com ele, Adail deve aguardar a decisão sobre progressão para o regime semiaberto no local onde estava anteriormente, no Comando de Policiamento Especializado (CPE), no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste de Manaus.  

“O diretor do Compaj nos passou um documento informando que a ida dele para lá vai ocasionar instabilidade, que o presídio não tem condições de garantir a integridade física e a vida dele e dos funcionários do Compaj. Levamos isto ao conhecimento do juiz da Vara de Execuções, Dr. Luís Carlos Valois, mas ele disse que manteria sua decisão e somente depois da remoção analisaria o pedido de progressão de regime, do fechado para o semiaberto, que ele tem direito desde 20 de julho de 2015”, declarou.

“Além do mais, no dia 27 de dezembro ele completa o tempo necessário para progredir para o regime aberto. Ninguém está pedindo privilégio e sim pleiteando um direito. Se há risco, quem disse foi o Estado, pelo diretor do presídio, a Justiça não pode ignorar isto, principalmente porque há uma rebelião anunciada no Compaj para esses dias”, complementou.

Mudança para o Compaj

A transferência de Adail Pinheiro para o Compaj, localizado no quilômetro 8 da rodovia BR-174, ocorreu na manhã desta quarta-feira (19) após uma determinação do juiz Luís Carlos Valois.  Adail estava preso há dois anos e meio em uma cela do CPE, sob a acusação de prostituição infantil.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que Adail Pinheiro deu entrada na unidade por volta das 11h30, onde passou pela triagem e em seguida foi encaminhado para ala de seguro da unidade, por medida de segurança, e ficará em uma cela isolada dos pavilhões do Compaj.

A reportagem apurou que Adail está em uma cela comum, de oito metros quadrados, com banheiro e sem cama, e terá que colocar o colchonete no chão. As celas são menores em comparação às disponíveis nos pavilhões, onde tem até quatro beliches. Além disso, ele terá os mesmos benefícios que os demais internos: visita no final de semana, ventilador, televisão de até 24”, alimentação [no caso dele para diabéticos] e direto a advogado e assistência médica.

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