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Advogado que acusou ex-prefeito Adail Pinheiro de estupro é transferido do CPE para hospital

Segundo o comandante do CPE, Cleitman Coelho, o preso vinha apresentando quadro de perturbações mentais que estavam comprometendo o funcionamento da unidade militar 23/09/2015 às 10:55
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Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo advogado no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no Alvorada, na Zona Centro-Oeste, Adail teria colocado sonífero na comida dele e depois consumado o estupro
Joana Queiroz Manaus (AM)

O advogado Luan Lourenço, que estava preso no quartel do Comando de Polícia Especial (CPE), foi transferido para o Hospital de Custódia, na avenida 7 de Setembro, Centro. Luan dividia cela com o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, e recentemente acusou Adail de tê-lo sedado e estuprado.

Ele foi transferido na semana passada por determinação do juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Mauro Antony, que atendeu a uma solicitação do comandante do CPE, Cleitman Coelho. Segundo o comandante, o preso vinha apresentando quadro de perturbações mentais que estavam comprometendo o funcionamento da unidade militar. “Ele estava tirando a tranquilidade do estabelecimento e colocando em risco a integridade dele e das pessoas que ficam aqui”, disse o comandante.

De acordo com Cleitman, o advogado está preso por tentativa de homicídio e o processo está tramitando em segredo de justiça.  Por ter direito a ficar em prisão especial, ele foi encaminhado para o CPE, onde ficou por aproximadamente um mês. O comandante informou que, durante esse tempo, Luan apresentou várias crises psicóticas. Em uma delas ele denunciou o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, por estupro.

Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo advogado no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no Alvorada, na Zona Centro-Oeste, Adail teria colocado sonífero na comida dele e depois consumado o ato. Num outro dia ele procurou o comandante dizendo que alguém tinha alterado uma tatuagem que ele tinha nas costas e que, toda noite, enquanto ele dormia alguém mexia em seu corpo.

Um dos casos, considerado mais grave pelo comandante, foi quando o advogado atacou um policial e alegou que o militar o havia agredido. O caso também foi registrado no 10º DIP.

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