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Cotidiano
OPERAÇÃO

Aécio, Anastasia, Agripino, Paulinho da Força e Cristiane Brasil são alvos de operação da PF

Todos são suspeitos de crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa 11/12/2018 às 09:20 - Atualizado em 11/12/2018 às 09:46
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Foto: Agência Brasil
Agência Brasil Brasília (DF)

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público cumprem hoje (11) 24 mandados de busca e apreensão e 48 intimações dentro da Operação Ross, que tem como alvos o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a irmã Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco de Medeiros, além dos senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e José Agripino Maia (DEM-RN), e os deputados Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Benito Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).

Todos são investigados pelo recebimento de vantagens indevidas no período de 2014 a 2017, nos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em apartamentos de Aécio Neves e da irmã, Andrea, no Rio de Janeiro, assim como no de Cristiane Brasil, também na capital fluminense. Em São Paulo, o imóvel de Paulinho da Força está na mira, assim como os apartamentos de Aécio e Anastasia em Belo Horizonte.

Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões. Os mandados foram expedidos também para imóveis de Agripino Maia e Benito Gama, em Natal e Salvador. A autorização foi dada com base no Inquérito 4.519, relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Delação de executivos da J&F

A operação tem como base a delação premiada de executivos do grupo J&F. Segundo as investigações, Aécio teria recebido R$ 109 milhões em propina entre os anos 2014 e 2017. O dinheiro era repassado por meio de notas frias emitidas por empresas indicadas pelo senador, segundo indícios apontados pelos investigadores.

Por meio de nota, o advogado Alberto Toron, que representa Aécio, disse que ele, na condição de maior interessado no esclarecimento dos fatos, “sempre esteve à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários que mostrarão a absoluta correção de todos os seus atos”. “É preciso que se esclareça que os recursos referidos pelos delatores da JBS são as contribuições eleitorais feitas à campanha do PSDB em 2014 e devidamente registradas na Justiça Eleitoral”, disse Toron.

Denúncias

A operação se baseia em informações de empresários, que teriam relatado a promotores a emissão de notas fiscais frias. Há denúncias, que estão sob investigação, sobre a suposta compra de apoio político, e que empresários teriam ajudado com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Nome

O nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas.

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