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Aécio mobiliza oposição, mas STF arquiva pedido de investigação contra Dilma Rousseff

Durante o dia, o tucano mobilizou parlamentares para subscreverem o pedido de investigação feito pelo PPS ao Supremo Tribunal Federal para que a presidente também seja investigada nos casos de corrupção da Petrobras revelados na Operação Lava Jato 18/03/2015 às 14:54
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Aécio passou o dia reunido com parlamentares para que o pedido de investigação do PPS fosse reforçado com o apoio deles
acritica.com* ---

Candidato derrotado nas eleições de 2014, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) liderou nesta terça-feira (17) um movimento para pedir a investigação de um possível envolvimento da presidente Dilma Rousseff (PT) nos escândalos de corrupção da Petrobras.

Entretanto, no início da noite, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar o pedido de investigação proposto pelo PPS, que foi subscrito pelas lideranças partidárias articuladas por Aécio.

No embalo da baixa popularidade da petista, dois dias após os protestos pelo Impeachment, o tucano se reuniu com líderes do PSDB, PSB, DEM, PPS e Solidariedade, partidos de oposição, e dos dissidentes PP e PMDB. Os parlamentares reforçaram junto ao ministro Teori Zavascki o pedido de abertura de investigação feito pelo PPS para apurar o envolvimento de Dilma Rousseff nos casos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato.

Apesar disso, o magistrado  negou a solicitação PPS por erro na petição. Zavascki entendeu que a petição do partido não indica um representante legal para que o documento tenha validade.

"A petição de agravo regimental é apócrifa e sequer indica quem seria o possível subscritor, se advogado ou não. Não há identificação alguma, nem mesmo por timbre. A jurisprudência do STF impede que se conheça de recurso sem assinatura do advogado", disse o ministro.

No dia 6 de fevereiro, na decisão que autorizou abertura de inquérito para investigar parlamentares citados em depoimentos na Operação Lava Jato, o ministro seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e decidiu que não há indícios que envolvam Dilma. Ele explicou ainda que a presidenta não pode ser investigada por fatos ocorridos anteriormente ao exercício da Presidência.

Após a decisão, o PPS entrou com recurso para que Dilma seja investigada, por entender que o impedimento constitucional para que o presidente da República seja investigado durante a vigência do mandato não pode ser aplicado na fase pré-processual.

Em depoimento de delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que recebeu pedido para o repasse de R$ 2 milhões do caixa do PP para financiar a campanha de Dilma à Presidência da República em 2010. O pedido, segundo Costa, foi feito pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, coordenador da campanha presidencial de Dilma à época. Com base nos depoimentos, Palocci será investigado pela Justiça Federal em Curitiba.

*Com informações  da Agência Brasil

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