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Agência do AM é primeira do Norte a aderir aos Indicadores para a Indústria da Comunicação

Saga Publicidade, com sede em Manaus, aderiu ao Indicadores de Sustentabilidade para a Indústria da Comunicação, elaborados pela Abap e ESPM para auxiliar agências de comunicação em práticas sustentáveis 31/12/2014 às 12:14
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Diretor-presidente da Saga, Alberto Castelo Branco afirma que a agência criou um manual de boas práticas, trazendo para a empresa as indicações da Abap
vinicius leal Manaus (AM)

Preocupar-se com o meio ambiente, direitos do consumidor, direito autoral, ações sociais, cidadania e direito da infância e da juventude, e ainda transportar todas essas responsabilidades para dentro do processo de criação de anúncios e planejamentos de mídias é o mais recente desafio das agências de publicidade no Brasil. Isso tudo faz parte do Indicadores de Sustentabilidade para Indústria da Comunicação, um documento elaborado em 2011 pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), com apoio acadêmico da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), que é considerado uma lista de sugestões de boas práticas sustentáveis.

Por todo o País, as agências de publicidade buscam meios para se adaptar e cumprir a chamada “boa propaganda”, e na Região Norte a única agência que se adequou e cumpriu as regras descritas no “Indicadores” foi a Saga Publicidade, com sede em Manaus, que é parceira da Rede Calderaro de Comunicação.

“O objetivo é melhorar o nível de qualidade dos trabalhos realizados pelas agências. E nós da Saga somos os primeiros a alcançarmos esse objetivo”, afirmou o diretor presidente da Saga, Alberto Castelo Branco. Segundo ele, a agência criou recentemente uma espécie de manual de boas práticas, trazendo para a empresa as indicações da Abap, o que deverá ser lançado oficialmente em 2015.

“Nós da Saga assumimos publicamente as boas práticas da propaganda, com a incorporação da sustentabilidade e dos compromissos públicos aos valores e princípios éticos, a incorporação da sustentabilidade à estratégia de negócio, a comunicação responsável, respeito à concorrência e aos anunciantes e boa gestão com colaboradores”, afirmou Castel Brancoo, da Saga.

Com isso, a agência Saga Publicidade deverá obrigatoriamente produzir relatórios anuais de sustentabilidade, a partir da pesquisa do Great Place to Work, o instituto que indica as “Melhores Agências de Comunicação para Trabalhar”. A Saga apresentará tais relatórios trimestralmente à Abap.

Indicadores

Além de normas de comunicação responsável, o documento “Indicadores” ainda engloba questões trabalhistas, como boa empregabilidade e satisfação dos funcionários, boa gestão com colaboradores, princípios éticos como não contratar empresas suspeitas, envolvimento em políticas públicas e política de comunicação.

“Tudo isso surgiu de uma vontade política da Abap de todas as entidades que trabalham em prol da propaganda, como também a ANJ (Associação Nacional dos Jornais), a Aberj (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial)”, explicou o diretor criativo da Saga Publicidade, Reginaldo Lima.

Ao todo, são 18 indicadores divididos em quatro áreas: valores da agência, comunicação responsável, gestão com colaboradores e gestão com a cadeia de valor. “Agora, as empresas de comunicação vão se beneficiar com mais moralidade no negócio. Teremos produtos de campanha com mais qualidade profissional”, disse Castelo, da Saga.

Início

O início do Indicadores de Sustentabilidade ocorreu em 2010, durante o IV Congresso Brasileiro de Publicidade, realizado em Fortaleza, com a presença de todos os representantes da indústria da comunicação do País e da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), cuja discussão em torno da ética na propaganda ganhou contornos mais abrangentes. 

Na ocasião, valores acerca da profissão, concorrência desleal e a publicidade voltada para o público infantil foram discutidos, fazendo surgir a necessidade de ajudar as agências a conduzirem o negócio, tendo em vista questões socioambientais e econômicas que estão na pauta do mundo inteiro, como pobreza, preconceito, poluição ambiental.

Números

A indústria da comunicação no Brasil gerou R$ 115,2 bilhões
em receitas e pagou R$ 12,7 bilhões de impostos em 2008. O crescimento foi de 17,1%, superando a média nacional e representando 4% do PIB. São 113 mil empresas, que geram 711 mil empregos, pagam R$ 11,8 bilhões em salários e obrigações, e ocupam 866 mil pessoas, entre sócios e funcionários.

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