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Agente do IC se recusa a fazer perícia em droga sem auto de apreensão e é levada presa

'Se não for tomada nenhuma providência, daqui pra frente, qualquer autoridade policial pode  chegar aqui e obrigar o perito produzir a prova que ele quer. É o fim da autonomia dos peritos', alerta a presidente do Sinpoeam 02/12/2015 às 14:02
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Perita se recusou a receber trouxinhas de droga para serem periciadas sem o auto de exibição da droga, conforme norma estabelecida em portaria da Delegacia Geral da Polícia Civil
Joana Queiroz Manaus (AM)

O delegado plantonista  do 12ª Distrito Integrado de  Polícia (DIP), Miguel Ângelo, levou presa perita criminal Cacilda Satomi, 48, segundo ele por desacato.

A prisão de Satomi aconteceu por volta da meia-noite desta terça-feira (1º) no laboratório onde ela trabalha no Instituto de Criminalística (IC). O IC fica localizado na avenida Noel Nutels, no bairro Cidade Nova 2, Zona Norte de Manaus.

A perita se recusou a receber trouxinhas de droga para serem periciadas sem o auto de exibição da droga, conforme norma estabelecida em portaria da Delegacia  Geral da Polícia  Civil.

Cacilda foi levada para o 12º DIP onde foi ouvida e o delegado chegou a lavrar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) que não chegou a ser encaminhado à Justiça devido a interferência do delegado supervisor do dia Carlos Sena.

Depois de ouvida, Cacilda foi liberada. A presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas (Sinpoeam), Fernanda Versiani, disse que a ação do delegado é um atentado à prova pericial.

"Se não for tomada nenhuma providência, daqui pra frente, qualquer autoridade policial pode  chegar aqui e obrigar o perito produzir a prova que ele quer. É  o fim da autonomia dos peritos" disse Fernanda. Até o fechamento desta matéria, o delegado Miguel Ângelo ainda não havia sido localizado para comentar o caso.

'Se não for tomada nenhuma providência, daqui pra frente,qualquer autoridade policial pode  chegar aqui e obrigar o perito produzira prova que ele quer. É o fim da autonomia dos peritos', alerta apresidente do Sipoeam

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