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ALE-AM aprova aditivo com prestadora de serviços do tempo da gestão de Ricardo Nicolau

Contrato realizado durante a administração de Ricardo Nicolau com a Benner Sistemas SA está sob investigação do Ministério Público Estadual 21/01/2015 às 10:01
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Empresa teria que implantar, no prazo de 12 meses, sistemas de informática que digitalizariam os trabalhos na ALE-AM
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Sob investigação do Ministério Público do Estado (MPE-AM), a prestadora de serviços de informática, Benner Sistemas SA, teve o quinto termo aditivo do contrato em vigor desde 2012 publicado no diário oficial da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) anteontem. A prorrogação foi de mais noventa dias, a contar desde mês.

O termo foi assinado pelo diretor-geral da Casa, Wander Motta. O contrato da ALE-AM com a Benner faz parte do pacote de investigações em torno do período em que o deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD) esteve na presidência da Assembleia. Na época, o contrato estava orçado em R$ 3,9 milhões.

No acordo com a empresa, a Benner Sistemas teria que implantar, no prazo de 12 meses, dez sistemas de informática que digitalizariam todo o processo de trabalho dos setores administrativos e das sessões plenárias dos deputados. As comissões também passariam por melhorias na estrutura de informática e arquivos.

PagamentoNo caso da Benner Sistemas, que deveria ter finalizado o trabalho no mês de maio de 2013, a Assembleia Legislativa já realizou o pagamento de R$ 2,5 milhões sem, no entanto, receber o serviço equivalente a esse valor. No dia 24 de abril do ano passado, um outro termo aditivo assinado por Wander Motta deu mais nove meses para a empresa finalizar o serviço. O prazo final foi alterado para janeiro de 2014 e depois novamente adiado pela direção da casa.

O Departamento de Comunicação da ALE-AM informou em junho de 2013, em resposta a email enviado pela reportagem, em meados do mês de maio, que dos dez módulos contratados apenas dois haviam sido instalados. São eles: Recursos Humanos, com sistemas para controle de pagamento, salários, dossiê e benefícios; e ERP Corporativo, com sistemas de controle de frotas, cadastro de fornecedores, material ativo patrimonial e contratos.

Segundo a ALE, a manutenção dos sistemas custa R$ 20 mil mensalmente.

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