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ALE-AM continua sem ambulância em Centro Médico orçado em R$ 3,3 milhões

Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM) ignora recomendação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Há quase dois anos, um servidor sofreu um infarto e morreu por falta de procedimentos de emergência 05/01/2015 às 11:07
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Cipa registrou em relatório, ainda em 2013, que a ambulância que havia no local não atendia normas do Ministério da Saúde
Janaína Andrade Manaus (AM)

Um ano e seis meses após um servidor sofrer um infarto e não poder contar com o aparelho de reanimação, indo a óbito, a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), que possui um Centro Médico orçado em R$ 3,3 milhões, continua sem uma ambulância de emergência, desrespeitando a orientação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da Casa. Em denúncia feita ao A CRÍTICA, servidores apontaram que a única ambulância da Casa está para o conserto desde dezembro de 2013.

O agente legislativo Paulo Henrique Correia Lima foi socorrido por colegas, mas além da ambulância não possuir um desfibrilador, o próprio Centro Médico também não possuía o aparelho. O desfibrilador cardíaco serve para tentar evitar a morte do indivíduo com uma parada cardíaca. O desfibrilador portátil é um aparelho que possui duas pás, ou adesivos, que devem ser colocados sobre o tórax do indivíduo, em parada cardíaca, para dar um choque e evitar a morte, devendo ser utilizado apenas por um profissional habilitado.

Procurado pela reportagem do A CRÍTICA, o diretor do Centro Médico, Arnoldo Andrade, não aceitou esclarecer por quais motivos hoje a Casa Legislativa está sem uma ambulância ou se no local já existe um desfibrilador.

Já o presidente da ALE, deputado Josué Neto, numa mesma semana mudou as respostas acerca da falta de uma ambulância no Centro Médico da Casa. No dia 3 de dezembro Josué declarou não ter “conhecimento” de que a ambulância da ALE estava para o conserto há tanto tempo, mas que uma outra ambulância seria “providenciada o mais rápido possível. “Eu vou lhe assegurar que hoje, se o Centro Médico está sem ambulância, nós iremos providenciar uma (ambulância)”, garantiu.

Dois dias após esta declaração, no dia 5 de dezembro, novamente procurado pela reportagem, Josué Neto afirmou que “a clínica (médica) tem uma atividade que não requer uma ambulância”. “Por que nós não temos atendimento de urgência e emergência”.

O diretor-geral da ALE, Wander Motta, questionado se a Casa possui qualquer outro tipo de veículo similar a uma ambulância, respondeu que “não”. “Por que a Assembleia Legislativa do Amazonas tem que ter uma ambulância na sua estrutura? Para ter quantos atendimentos? Todos os órgãos públicos quando você precisa de uma ambulância chamam o Samu 192 (Serviços de Atendimento Móvel de Urgência)”, respondeu Wander.

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