Sexta-feira, 04 de Dezembro de 2020
Vacina

ALE-AM repercute comportamento de Bolsonaro diante da compra da vacina da Covid-19

Serafim Corrêa (PSB) classificou como “ridículo” o comportamento do presidente



Sem_t_tulo_701FD010-E7D0-4FA0-A730-CE2F3420C6D3.jpg Foto: Reprodução / Internet
22/10/2020 às 11:15

Em discurso nesta quinta-feira (22), durante sessão plenária híbrida da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) condenou a disputa ideológica por trás do desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus e alertou que "estamos numa guerra sanitária, não ideológica”.

Serafim afirmou o atual momento não é o correto para "alimentar egos e vaidades  ideologias por briginhas no twitter". "Não importa se a vacina é vermelha ou azul, importa que ela dê imunidade para o povo brasileiro”, disse.



O parlamentar estadual classificou de "ridículo" a desautorização pública feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao ministro militar da saúde, Eduardo Pazuello, que em reunião com governadores chegou a se comprometer em comprar doses da vacina coronavac.

"O ministro da saúde assina um convênio e aí depois o presidente da República desautoriza ele publicamente pelo twitter dizendo que não vai comprar, porque a vacina é chinesa. Como se estivéssemos numa guerra ideológica do pós guerra”, criticou.

Para o ex-prefeito de Manaus, a população vai ser "compelida" a ser vacina pela própria natureza e que não será necessário "invadir a casa de ninguém" para vacinar.

"Você disponibiliza e a população vai aderir em massa, mas no segundo momento aqueles que não aderirem vão ser compelidos a se vacinar pela própria natureza. As empresas não vão querer empregados que não estejam vacinados, as escolas não vão aceitar quem não foi vacinado, a Polícia Federal não vai dar passaporte para quem não foi vacinado, porque o país de destino não vai aceitar ninguém que não foi vacinado”, lembra.

O parlamentar estadual destaca ainda que a vacina mais avançada é fruto de um convênio com instituto Butantan de São Paulo e que por causa disso será produzida no Brasil. "Essa vacina será brasileira, não será chinesa. Mesmo que fosse chinesa o que importa não é a cor do gato, mas que ela caçe o rato", disse Serafim ao lembrar a famosa frase de Deng Xiaoping sobre gato e rato.

Corrêa finaliza que nessa disputa que envolve a politização da vacina "temos que ficar com a ciência" para que o mais rápido possível o "mundo tenha uma vacina".


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