Sábado, 16 de Novembro de 2019
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ALEAM vive dia de CMM para criticar prefeito Arthur Neto

Deputados aliados ao Governo Federal e a Eduardo Braga criticaram projetos e os ataques de Artur Neto a Dilma e ao ministro



1.jpg Por meio da Semcom, Artur Neto disse que mantém as críticas que fez a Eduardo Braga e que os parlamentares precisa conhecer mais o projeto da ciclovia
11/02/2015 às 08:52

Os deputados estaduais fizeram da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) uma extensão da Câmara Municipal de Manaus (CMM), ontem, dedicando o dia para atacar projetos e declarações do prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB).

Oito dos 24 deputados presentes na sessão plenária ocuparam a tribuna para criticar o projeto da ciclovia localizada ao longo da avenida Boulevard Álvaro Maia, de autoria da Prefeitura de Manaus, e também reprovar as críticas de Artur ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), durante a abertura dos trabalhos na CMM, na segunda-feira.



O primeiro a subir à tribuna e criticar o projeto da ciclovia foi o petista José Ricardo (PT), que classificou o projeto como “inadequado”. “Eu acho que o prefeito está completamente equivocado ao colocar aquilo ali como ciclovia. Ele está eliminando uma calçada para pedestres, e que é fundamental, ainda mais ali no Boulevard, que tem um movimento grande de trânsito, de pedestres, transformando numa ciclovia improvisada. Aquilo foi totalmente inadequado”, afirmou José Ricardo.

O parlamentar cobrou ainda dos vereadores de Manaus que seja levantado e informado o valor empregado para a execução da ciclovia. “Pois as calçadas já estavam prontas e praticamente a prefeitura só precisou pintar as calçadas e fazer as elevações de níveis”, disse o petista.

Já o deputado de primeiro mandato Dermilson Chagas (PDT) evocou Deus e disse que não sabia “conceituar aquilo” (em referência à ciclovia). “A gente vê um projeto todo errado em sua concepção e na realização. Eu não entendo por que ele não investiu os R$ 22 milhões numa área propícia ao esporte. Isso que o prefeito fez foi uma anomalia. O prefeito gosta de ficar falando que não possui um real para investir no BRT, mas tem R$ 22 milhões para colocar num centro urbano onde não tem calçada, não tem espaço, e o pedestre se confunde com o ciclista e com os vendedores ambulantes”, avaliou Dermilson.

Braga

Deputados do PMDB, PCdoB, PDT e PR saíram em defesa do ministro Eduardo Braga, rebatendo declarações feitas pelo prefeito de Manaus na segunda-feira. Na ocasião, o chefe do Executivo municipal realizou a leitura de sua Mensagem Anual e questionou a capacidade de Braga em gerir o ministério.

O líder do PMDB na ALE-AM, deputado Vicente Lopes, disse que é necessário, agora, “se desarmar e buscar soluções para os grandes problemas que aflingem a cidade de Manaus”.

“Eu quero me dirigir ao prefeito diferente da forma que lhe é costumeira, ou seja, deselegante. Não basta apenas se referir hoje ao Eduardo com o intuito de agredi-lo, é preciso que tenhamos o discernimento de reconhecermos a sua capacidade e que os problemas enfrentados com energia elétrica e água ele vai dar a solução porque a presidente, ao escolhê-lo, sabia da sua competência e determinação, e sabe que ele vai atrás da solução”, considerou Lopes.

Belarmino defende Braga

Outros três parlamentares também defenderam o ministro Eduardo Braga (PMDB) ontem na ALE-AM. Belarmino Lins (PMDB) afirmou ter plena certeza de que Braga “vai superar todas as barreiras e responder aos desafios que a presidenta Dilma Rousseff lhe (PT) o confiou”.

Sabá Reis (PR) declarou que “não é sincero de ninguém querer atribuir a Eduardo Braga responsabilidades e culpas pelos problemas que o País está atravessando”. Alessandra Campêlo (PC do B) defendeu que Braga “alia questões técnicas com questões políticas”. Wanderley Dallas (PMDB) sugeriu que o prefeito pare de atacar o Governo Federal “e tome os problemas do município como responsabilidades suas”.

Prefeito mantém o que disse

Sobre as críticas dos deputados a respeito das declarações dadas pelo prefeito sobre o ministro Eduardo Braga, a Secretaria Municipal de Comunicação informou que Artur Neto reitera tudo o que disse na Câmara.

A respeito da ciclovia, a secretaria informou que os deputados precisam conhecer mais detalhadamente o projeto, que terá num total 14,5 quilômetros até a Marina do Davi, na Ponta Negra.

O trecho já entregue fica entre a Duque de Caxias e a rua Major Gabriel, com 2,5 quilômetros, tem como base projetos de outras capitais brasileiras, como o Rio de Janeiro. Os outros trechos da ciclovia que passam pela Avenida Brasil até chegar à Marina do Davi ainda serão licitados.

Blog: Augusto FerrazDeputado Estadual (DEM)

“Acho que ali é inviável o que ele (Artur Neto) fez. Nós estávamos conversando sobre essa ciclovia e o deputado Bosco Saraiva falou que aquele modelo de calçada é uma herança dos ingleses e franceses no início da criação do Estado do Amazonas, mas imagine só se formos viver na época do barroco e eu acho que é inadmissível o que o nosso prefeito (Artur Neto) vem fazendo com as nossas calçadas, até porque ali é um local de grande fluxo de veículos, o que acaba elevando o risco de acidentes, pois ali a calçada é extremamente alta. Gastou R$ 22 milhões para fazer aquele serviço, que não é adequado nem para a população e nem para o ciclista”.

Frente a Frente: Deputado Estadual, Dermilson Chagas (PDT)

 “A gente vê agora essa ciclovia e pelo amor de Deus, eu não sei conceituar aquilo. Podendo ter aproveitado todo esse recurso de R$ 22 milhões e aplicado na avenida das Torres, aonde hoje chama a atenção pelo número de pessoas que praticam esporte diariamente. Dá para convencer que esse serviço que está sendo feito é uma ciclovia? Isso não passa de uma aberração política. A opinião do povo que está sendo vista é uma opinião muito negativa. Nós vamos gastar quanto para ficar pagando esses arranjos?”, opinou o deputado estadual Dermilson Chagas.

Deputado Estadual, Bosco Saraiva (PSDB): ‘A iniciativa foi positiva’

“Independente de chegar à CMM o plano de mobilidade, o prefeito Artur Neto já se adiantou no sentido de criar espaços de acordo com o que era de reivindicação de grupos de ciclistas que vieram ao longo desses dois anos conversando com o próprio prefeito. No mais, o projeto mais aprimorado se dará quando chegar o Plano de Mobilidade, que aí passa por um estudo dentro de uma realidade difícil da cidade de Manaus. A implantação de espaços novos sempre representa a quebra de paradigmas. E eu só vejo com olhos positivos a iniciativa do prefeito Artur Neto”, sustentou o parlamentar.

Reforma deve chegar à Assembleia na quinta-feira

O projeto que trata da reforma administrativa do Governo do Estado deve chegar à Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) na quinta-feira, 12. A informação é da Agência de Comunicação do Estado do Amazonas (Agecom).

Com a reforma administrativa, Melo pretende extinguir e fundir pelo menos 10 secretarias. Além de fazer uma economia de R$ 700 milhões por ano, com o enxugamento da máquina.

Outra medida do governador que vem provocando ansiedade entre os servidores comissionados do Estado é a informação de que Melo pretende, com a reforma, extinguir cerca de 800 mil cargos comissionados.

Ontem, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Sidney Leite (Pros), informou que Melo estaria acometido de uma forte gripe, mas que, apesar do resfriado, não havia “estacionado a finalização da reforma”.

Na quinta-feira não haverá sessão plenária na ALE-AM, mas o setor de Apoio Legislativo estará funcionando, segundo o deputado David Almeida (PSD).

“Independente de não ter sessão em plenário, o Apoio Legislativo estará aberto e o projeto será recebido. E assim que o presidente despachá-lo poderemos começar a analisá-lo”, informou David.

Em janeiro, após solenidade de posse da nova cúpula da segurança, o governador José Melo (Pros) revelou que pretendia desvincular o setor carcerário do Estado da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) e repassar as responsabilidades do sistema prisional do Amazonas para a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O governador do Estado também deu sinais de que vai extinguir a Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres (SPM) e repassar suas funções para outra pasta.


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