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Alfredo Nascimento se defende após abertura de inquérito: ‘Não cometi irregularidade’

Deputado pelo Amazonas responderá novamente por suposta contratação de empresas fantasmas quando era ministro dos Transportes 17/11/2015 às 14:28
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Alfredo Nascimento é atualmente deputado federal e cumpre mandato até 2018
ANTÔNIO PAULO BRASÍLIA (SUCURSAL)

O presidente nacional do Partido da República (PR), deputado federal Alfredo Nascimento (AM), manifestou-se ontem, por meio de nota, sobre a abertura de inquérito, no Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar supostas irregularidades durante o tempo que esteve à frente do Ministério dos Transportes (2004-2011). O ministro do STF, Luiz Fachin, atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou a abertura de investigação para apurar a contratação de duas empresas que são apontadas como fantasmas.

Elas teriam contratos com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e a Valec (estatal federal que cuida de ferrovias). Por causa dessas denúncias, Alfredo Nascimento foi demitido pela presidente Dilma Rousseff em julho de 2011.

Na nota distribuída, ontem, pela assessoria de imprensa de Alfredo Nascimento ele diz que “foi autorizada a investigação na contratação de duas empresas fornecedoras de mão de obra terceirizada para a Valec e Dnit,  que têm autonomia para contratar esse tipo de serviço”.

O deputado afirma ainda que tudo tem que ser investigado e tem certeza que, ao final das investigações, ficará comprovado que não houve irregularidades e a denúncia será arquivada.

“Esse tipo de ação é comum para quem já assumiu um cargo público responder. Já passei por outras investigações e fui inocentado em todas. E  agora mais uma vez será comprovado que não cometi qualquer tipo de irregularidade”, declarou Alfredo Nascimento.

Outra ação

De fato, o parlamentar não responde somente a esse processo no STF da época em que era ministro dos Transportes. Na Ação Cível Originária (ACO) nº 1286, ele é investigado juntamente à União, ao Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Estado do Rio Grande do Sul por problemas nas obras da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (Uri) – campus de Santiago. A ação tramita no STF deste novembro de 2008.

Inocência foi alegada

Sobre as denúncias vindas à tona na “faxina” do primeiro mandato da presidente Dilma, que levou à queda de Alfredo Nascimento do Ministério dos Transportes, o agora deputado sempre alegou inocência.

Ao retornar ao Senado, em agosto de 2011, disse ter ido em todas as instâncias como a Polícia Federal, Ministério Público e Controladoria-Geral da União (CGU) e nenhum desses órgãos teriam encontrado qualquer irregularidade. 

Em 2013, Alfredo Nascimento usou a tribuna do Senado para comemorar o fim das investigações de um dos casos pela PGR que envolviam o nome dele.

Outros dois inquéritos envolvendo o presidente do PR, por suspeita de irregularidades nos Ministério dos Transportes já foram arquivados no STF por falta de provas.


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