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Alfredo, Praciano, Plínio e Pauderney disputam única vaga ao Senado em 2014

Especulações sobre a desistência do governador Omar Aziz dão esperança a políticos do Amazonas 11/11/2013 às 08:45
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Quatro disputam vaga no Senado
Antônio Paulo ---

A suposta e improvável desistência do governador Omar Aziz (PSD) da candidatura ao Senado, nas eleições de 2014, causou tumulto no meio político e acendeu a chama da esperança em pelo menos quatro nomes que sonham em ocupar a vaga de senador pelos próximos oito anos.

O primeiro indicado é o senador Alfredo Nascimento (PR-AM). Embora anuncie abertamente que é candidato à reeleição, o ex-ministro dos transportes só buscará o segundo mandato se Omar Aziz não estiver no páreo. No outro caso, é corrente no meio político se ouvir que Alfredo tem vaga quase certa na Câmara dos Deputados.

Logo que saiu na imprensa amazonense que o governador teria desistido da candidatura ao Senado, a assessoria do deputado Francisco Praciano (PT-AM) turbinou a informação, distribuindo nota dizendo que o petista voltou a colocar seu nome na disputa pelo cargo, lembrando que o PT tem todas as credenciais para indicar um nome diante dos volumosos recursos que o Governo Federal tem investido na região, além identificar que todos os candidatos petistas à Presidência da República sempre tiveram muitos votos no Estado do Amazonas.

Questionado pela reportagem de A CRÍTICA, Praciano foi mais cauteloso. “Estou à disposição do PT para qualquer cargo seja de deputado federal, governador ou senador. É o partido quem vai decidir sobre o que vou fazer nas eleições do ano que vem. Depois disso, vamos ver as alianças e programas”, declarou.

O deputando se esquivou de falar se a candidatura ao Senado seria na chapa do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), provável candidato ao Governo do Estado. No passado, o então governador foi muito criticado pelo petista. Se fosse pela vontade de Praciano, o PT sairia com uma chapa própria – governador, senador, deputados federais e estaduais.

Quem também se animou a concorrer ao Senado, caso Omar não seja candidato, foi o deputado federal Plínio Valério (PSDB-AM). Candidato ao cargo em 2002, com 274 mil votos, e em 2006, obtendo 168 mil votos, Valério diz que já teve uma conversa preliminar com o prefeito de Manaus, Artur Neto. “Em uma viagem que fizemos juntos a Brasília, manifestei meu interesse ao Artur para concorrer ao Senado, caso o Omar não seja candidato. E ele me garantiu o apoio. Portanto, sou candidatíssimo nessas condições”, afirmou o tucano.

O quarto pré-candidato a senador será o deputado licenciado Pauderney Avelino (DEM-AM), que foi candidato ao Senado em 2006, ficando em segundo lugar, com quase 300 mil votos, à frente de Gilberto Mestrinho (falecido). “Estou aguardando os acontecimentos e pretendo conversar antes com o Omar e o Artur. Mas, meu nome estará posto se o governador não sair candidato”, disse.

Omar, Braga e Artur se encontram em Brasília
Fatos recentes ligados à política do Amazonas têm deixado muitos analistas e observadores experientes, em matéria de eleição, em dúvida sobre o que vai acontecer no pleito de 2014. Reunidos em Brasília, a pretexto de lutar pela prorrogação da Zona Franca de Manaus, o governador Omar Aziz, o prefeito de Manaus, Artur Neto, e o senador Eduardo Braga demonstraram mais do que interesse “político-institucional”.

Durante quase três dias, os pseudo-adversários não desgrudaram. Antes, vieram todos no mesmo avião de Manaus; transformaram o gabinete do líder do Governo no Senado em porto seguro, sem contar os almoços e reuniões sempre juntos. Braga passou a frequentar as solenidades patrocinadas pelo Governo do Estado e da Prefeitura de Manaus a convite de Omar e Artur Neto.

O questionamento feito por quem vem assistindo a essas cenas é: futuros adversários nas próximas eleições agem e se comportam com tanta cordialidade? A resposta imediata é “não”. Corrobora a tese de que o grupo, incluindo-se aí o prefeito tucano, marchará unido em 2014, as notícias de que o ex-governador (e pai de todos) Amazonino Mendes é quem está articulando a reunião.

Até mesmo o vice-governador José Melo, que ensaia candidatura a governador, será convocado a fazer parte do bloco. Sondagem realizada recentemente pela Action Pesquisas de Mercado mostra que, se as eleições fossem hoje, Melo (Pros) não teria a menor chance de derrotar o senador Eduardo Braga (PMDB) na disputa pelo Governo do Estado.

“É muito cedo para fazer essas previsões, mas se realmente o grupo vier a se unir lá na frente, com o governador Omar Aziz e o senador Eduardo Braga, apoiando a candidatura um do outro, dificilmente haverá segundo turno”, diz o analista político Afrânio Soares.


Leia mais na edição impressa do jornal A Crítica desta segunda-feira (11)

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