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Cotidiano
AJUDINHA

Mães apontam os principais benefícios das creches-escolas na criação dos filhos

Instituições vêm ajudando as genitoras no desenvolvimento dos filhos e beneficiando a família em geral 13/05/2018 às 09:11 - Atualizado em 14/05/2018 às 08:42
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Muitas creches particulares atendem crianças a partir de 3 meses de vida, como é o caso da Bebê Bombom. Foto: Winnetou Almeida
Silane Souza Manaus (AM)

Exercer o papel materno e ao mesmo tempo o profissional não é fácil para as mães, mas elas não estão sozinhas nessa tarefa. Além de contarem com a ajuda uma da outra, que é cada vez mais comum e “oficial”, vide coletivos de mães, também existe uma rede de suporte que pode ser acionada bem cedo: as creches escolas. Há quem critique essas genitoras que “delegam” funções referentes aos filhos, porém elas afirmam que a escolha só resulta em coisas boas para a família em geral.

A farmacêutica Rhayssa Souza, 28, começou a procurar uma creche para o filho Benício, 1, quando ele tinha quatro meses, mas só aos nove meses ela teve coragem de deixar o pequeno nesse tipo de ambiente. O resultado foi além do esperado. “Ele se desenvolveu muito rápido, principalmente o lado cognitivo, coisa que eu não conseguia trabalhar com ele em casa. Hoje ele anda, dar tchau, diz vem cá, me dá, cadê, achei, chama mamãe, enfim. Isso me deixa mais tranquila”, afirma.

Rhayssa acredita que atualmente consegue dar mais atenção para o filho do que se estivesse 24 horas com ele. Além disso, tem tempo para se realizar profissionalmente, uma necessidade que sentiu falta após deixar o trabalho para cuidar integralmente do rebento. “Não foi fácil a minha adaptação quando ele foi para a creche. Agora acho que encontrei um equilíbrio entre continuar sendo uma mãe inteira e completa para ele e conquistar minhas coisas. Só fiz multiplicar”, declara.

“Quando a gente trabalha e chega em casa a sensação é a de que temos mais energia para ficar com nosso filho. A gente se dedica integralmente. Às vezes a gente passa o dia inteiro com o filho, mas não dar à atenção que ele precisa”. Rhayssa Souza. Foto: Arquivo pessoal

A consultora de marketing Danielle Batista Campos, 37, voltou a trabalhar quando a filha Valentina, 9, tinha sete meses. Na época ela contratou uma babá por acreditar que seria melhor, para não tirar a criança de casa, mas não foi, em sua opinião. “Quando ela fez 11 meses entendi que não queria a influência direta de uma única pessoa, por mais amorosa que fosse, que não tinha os valores e conhecimentos que eu julgava necessários ao melhor desenvolvimento da minha filha”.

Ao conhecer as creches ela conta que viu um mundo novo, onde as atividades motoras eram dirigidas, orientadas, pensadas, tudo com método e orientação científica. Fez o teste. “No primeiro mês ela teve virose, no segundo rotavírus. Isso me fez questionar bastante, mas persisti. Minha sogra me avisou que possivelmente isso aconteceria, mas que em cerca de seis meses a imunidade dela se estabeleceria e que ficaria tudo bem. E foi assim mesmo. Hoje minha filha raramente pega um resfriado”.

“A maternidade nos proporciona uma visão mais doce, mais misericordiosa e ao mesmo tempo prática sobre o que tem que ser feito e como tem que ser feito”. Danielle Batista Campos. Foto: Arquivo pessoal

A advogada Amanda Campelo Abrahão, 40, revela que a primeira filha Melissa, 13, foi para a creche com 1 ano e 4 meses porque ela não tinha como ficar com a bebê o dia todo e a avó tinhas suas ocupações. Já quando os caçulas Hissa Neto, 8, e Clarissa, 1, nasceram ela não estava mais trabalhando fora, mesmo assim os colocou na creche com 10 meses, cada, por precisar de um tempo para ela mesma e para outras inúmeras coisas que uma mãe e esposa têm para fazer.

O que pesou também, conforme Amanda, foi o desejo de os filhos não terem alguém só para cuidar, mas para ajudá-los a se desenvolver nos desafios do dia a dia. “Eu precisava que meus filhos fossem cuidados, mas também que se desenvolvessem no aprendizado sem deixar de ter vida de criança de verdade. Hoje, o meu maior desafio é torná-los o mais independente possível através de profissionais capacitados e de uma instituição parceira, pois sei que o mundo lá fora não é uma ‘mãe’”.

“Quem sofreu mais fui eu na adaptação, pois percebi que apesar de nada substituir o amor de mãe, eles conseguem viver sem ser debaixo das nossas asas”. Amanda Campelo Abrahão. Foto: Arquivo pessoal

Ser mãe e profissional requer estrutura familiar ou financeira

Para a jornalista Paula Teixeira Vieira, 31, ser mãe e profissional requer no mínimo uma estrutura familiar ou financeira. “No meu caso, contei com a ajuda da minha mãe e irmã e aos 2 anos meu filho foi para creche. Confesso que antes disso não tive coragem de levá-lo”, conta destacando que a contração no trabalho também contribuiu com a ideia de deixá-lo na creche, uma vez que trabalharia 8 horas e não mais somente no período da manhã.

Paula lembra que no primeiro dia o filho Bernardo, 6, chorou muito. “A sensação foi terrível, mas sempre acreditei que com 2 anos seria possível começar a trabalhar a maturidade emocional do meu filho”, afirma. “Apesar de todas as dificuldades, as vantagens são ainda maiores. Meu filho passou a ser mais independente, se socializa bem com as crianças e até com adultos”, completa.

“Apesar de todas as dificuldades, as vantagens são ainda maiores. Meu filho passou a ser mais independente, se socializa bem com as crianças e até com adultos”. Paula Teixeira Vieira. Foto: Arquivo pessoal

Ela revela que aos três anos Bernardo já sabia escrever seu nome e demonstrava interesse pelos estudos. “A rotina que eles passam a ter na creche é muito importante para o desenvolvimento da criança. Para tudo tem hora certa e os professores incentivam a trabalharmos a rotina em casa também. Hoje, com seis anos, percebo o quanto ele amadureceu, valoriza o dinheiro investido na escola porque se preocupa com as notas e gosta de revisar todo o conteúdo no período de provas”.

Preocupação dupla para as mães

Pensar onde deixar o bebê depois da licença maternidade é uma preocupação que paira na mente da maioria das mães não apenas pela “separação”, mas pela escolha da instituição onde a criança vai ficar. Além disso, há ainda o receio de colocar a criança para estudar antes que ela saiba falar com desenvoltura.

Para essas mães, a diretora geral da Bebê Bombom Creche e Escola, Annik Valentine, explica que mesmo os pequenos que não falam nada, conseguem se comunicar com eficiência. “A criança quando está com algum problema, ela manifesta, fica visível. Na Bebê Bombom nós acompanhamos cada criança de perto”.

Foto: Winnetou Almeida

Annik diz que ainda é muito difícil a pessoa valorizar a educação no seguimento de 0 a 3 anos, mas esta é uma fase crucial e está provado pela ciência que os bebês são as melhores máquinas de aprendizagem do universo e dependendo dos estímulos que recebem podem desenvolver habilidades impressionantes.

Portanto, colocar as crianças na creche é importante para o desenvolvimento delas, opina a diretora. “Alguns pais acham que o filho vai para a creche só para brincar por isso qualquer escolinha serve, mas não é assim. É preciso levar em conta o projeto educativo da instituição, os profissionais, a alimentação e condições físicas e de higiene dos espaços porque tudo que a gente sabe na vida aprende nesse período”.

Foto: Winnetou Almeida

Annik conta que quando a Bebê Bombom começou a funcionar ela tinha uma caixa de lencinhos porque as mães choravam muito ao deixar seus filhos na creche, e eram mães de fora de Manaus, uma vez que as mães da cidade tinham preconceito, preferiam deixar as crianças com a babá.

Hoje, 31 anos depois, ela conta que recebe mulheres grávidas fazendo pesquisa de que creche vai deixar o filho quando a licença maternidade chegar ao fim. “É uma evolução social e da mulher. Dela saber que vai ter o período de licença para curtir o bebê, mas que depois a vida continua, ela não para”.

Annik Valentine. Foto: Winnetou Almeida

A Bebê Bombom atente crianças a partir de 3 meses e conta com materiais e recursos para as atividades pedagógicas que incluem jogos, material concreto, equipamentos de áudio e vídeo, computadores, projetores multimídia, acesso a internet nas salas, softwares educativos e outros. Também há laboratório de informática e biblioteca.

A unidade dispõe ainda de estrutura para a realização das atividades extracurriculares de esportes, incluindo quadra, piscina, sala de dança, sala de xadrez, sala de música, sala de teatro e sala de judô. “Nos propomos a ser um lugar seguro, saudável e de aprendizado”, afirma Annik.

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