Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020
ALERTA

Alta de 4% nos casos de dengue no Amazonas, aponta levantamento

FVS-AM avalia que antecipação das chuvas foi determinante para o registro de 4.781 casos até novembro



mosquito_F0303486-66C3-45DE-8DAC-A00E358B414E.JPG Mosquito Aedes aegypti transmite a dengue e outras doenças. Foto: Aguilar Abecassis - 28/jan/2016
07/12/2019 às 08:58

A antecipação do período chuvoso foi determinante para o aumento de 4% nas notificações de dengue no Amazonas, segundo avaliação da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Até novembro deste ano, foram contabilizados 4.781 casos, contra 4.561 notificações no mesmo período do ano passado. Os dados são do levantamento epidemiológico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, divulgado nesta semana, pela FVS-AM.

Outra doença que apresentou aumento durante o período foi a febre chikungunya, de 2%. Foram 191 casos neste ano, contra 186 notificações no ano passado. Já a zika, outra doença transmitida pelo mosquito, teve redução de 75% nas notificações, com 113 casos neste ano, contra 458 no mesmo período de 2018.



O panorama de infestação do mosquito, tanto em âmbito estadual quando municipal, foi apresentado ontem durante a programação de mobilização do Dia Nacional de Combate ao Aedes aegypti, ocorrida no bairro Parque 10 de Novembro, Zona Sul da capital. A ação teve início na t com a concentração de agentes de endemias no Largo da Gruta, na rua Dom Milton Correia Pereira.

“A gente acumula até novembro um infeliz aumento de 4% nos registros de dengue. Nós vínhamos de uma série histórica de redução, só que tivemos claramente uma antecipação das chuvas no Estado, e essa antecipação favoreceu a proliferação dos mosquitos e consequentemente, o aumento explosivo nas notificações”, afirmou o chefe do Departamento de Vigilância Ambiental da FVS-AM, Elder Figueira, sobre os números atuais.

Redução na capital

Já na capital amazonense, o número de casos confirmados das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti apresentou uma redução de 27,7%. De janeiro a novembro deste ano, foram contabilizados 316 casos, enquanto no mesmo período do ano passado, houve registro de 437 casos confirmados. Além deste balanço, o resultado do 2º Diagnóstico de Infestação do Aedes aegypti da Secretaria  Municipal de Saúde (Semsa), realizado durante os dias 4 e 19 de novembro, revelou queda no número de bairros que apresentam alta vulnerabilidade para o mosquito.

Apenas os bairros: Jorge Teixeira, Tancredo Neves e Coroado, na zona Leste; Colônia Terra Nova e Novo Aleixo, na zona Norte; Parque Dez, Chapada, Petrópolis, Japiim e São Lázaro na zona Sul estão classificadas como prioritárias para receber a intensificação das ações de controle. No primeiro levantamento, realizado em fevereiro de 2019, Manaus apresentava 22 bairros classificados em alto risco.

Dessa forma, este último diagnóstico apontou o percentual de imóveis com foco de mosquito, em Manaus, apresentou Índice Predial de 1,9%. Sendo assim, a capital permanece em Médio Risco para doenças transmitidas pelo Aedes. No primeiro Diagnóstico de Infestação, o resultado do índice foi de 2,2%.

“É uma responsabilidade de toda a sociedade. A gente pede muito a colaboração para que olhem seus quintais, verifiquem locais onde possa existir água parada, porque nós precisamos evitar que essa epidemia volte para Manaus. Os casos estão controlados, então precisamos ficar muito vigilantes e atentos para não permitir a proliferação desses mosquitos”, comentou o secretário da Semsa, Marcelo Magaldi.

Dia ‘D’ com várias ações

Durante a ação de ontem, foram entregues medalhas aos 20 brigadistas mirins que atuam no combate ao mosquito em escolasmunicipais e estaduais. Além da visitação domiciliar executada por agente de endemias para orientação à população e tratamento, eliminação ou inutilização de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Tefé e São Gabriel estão  em alto risco

O terceiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) do Amazonas aponta que o Estado apresenta médio risco para doenças transmitidas pelo mosquito, com Índice Predial de 1%. Duas cidades amazonenses foram classificadas de alto risco: São Gabriel da Cachoeira e Tefé.

 “A gente tem 45 municípios que são infestados. Mas, São Gabriel da Cachoeira e Tefé estão com a situação mais crítica de infestação. Esses dois municípios estão recebendo visitas de técnicos da FVS em nível estadual para apoiar o município a fazer planos de contingência e não deixa que o número suba no inicio do ano”, afirmou Elder Figueira.

Conforme a FVS-AM, 17 municípios alcançaram o índice de 1% ou superior, o que significa médio risco. São eles: Benjamin Constant, Barcelos, Boca do Acre, Carauari, Coari, Guajará, Humaitá, Itacoatiara, Jutaí, Lábrea, Manaus, Maués, Novo Airão, Novo Aripuanã, Tabatinga, Tapauá e Tonantins.

Apenas 19 cidades estão com índice de infestação predial inferior a 1%, o que significa baixo risco, como Codajás, Iranduba, Manacapuru, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, entre outros. O boletim aponta ainda que sete municípios não realizaram o terceiro LIRAa: Eirunepé, Fonte Boa, Itapiranga, Manaquiri, Manicoré, Santa Isabel do e São Paulo de Olivença.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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