Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Alta do dólar favorece exportação de produtos regionais

Embora seja considerada uma das ‘vilãs’ da economia, a alta da moeda americana está proporcionando bons negócios às empresas de produtos regionais


05/04/2015 às 19:05

Geralmente classificada como negativa, a alta do dólar, que este ano já acumula acréscimo de 13,3% em relação à moeda brasileira, pode ser utilizada em benefício de empresas do Amazonas. Para aproveitar o momento da cotação da moeda que favorece as exportações - visto que as negociações para fora do País são feitas em dólares - empresários que comercializam produtos regionais já organizam seus negócios ‘de olho’ no mercado consumidor de países como Estados Unidos, Itália e Portugal.

É o caso da Pharmakos que já prospecta negócios no exterior como forma de driblar a crise da economia do País. “Estamos no início desse trabalho e já fizemos negociações com empresas da Itália, China e Estados Unidos. Nossa ideia é fortalecer esses e outros acordos, visto que a exportação funcionaria para nós como uma redenção para fugir da competição acirrada da região. Se solidificarmos um canal de exportação, teremos a tranquilidade de uma receita externa, livre de fatores da economia nacional”, avalia o proprietário da empresa, Schubert Pinto.

Para tanto, ele conta que já preparou a fábrica, que produz 123 fitocosméticos diferentes à base de matérias-primas amazônicas, para ter a capacidade produtiva necessária para suportar os pedidos. “Equipamos a fábrica para produzir até 220 mil itens por mês. Esta foi a primeira etapa, para superar o obstáculo da maioria das empresas que tentam exportar que é o de não ter oferta para atender a demanda vinda de fora”, argumenta o empresário.

Esforços

A Pronatus da Amazônia, que há décadas se dedica à produção de cosméticos e fitoterápicos como o gel de massagem à base de andiroba e copaíba, também começa a dar os primeiros passos em busca de parceiros para a exportação dos itens ‘made in’ Amazonas.

“Já negociamos com os Estados Unidos, com o Japão, fechamos alguns pedidos com a Colômbia e também visamos mercados como o da Alemanha e o da Itália, mas para efetivar mais negócios precisamos fortalecer as relações”, destaca o empresário Evandro Araújo.

Segundo ele, ainda é preciso uma política mais eficiente de divulgação dos produtos regionais e um elo entre o empresário local e os países importadores. “A alta do dólar ajuda em parte, mas não é tudo. Estamos no começo dessa estrada”, ressalta.

Açaí tipo exportação

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O proprietário da Infrutas, Fábio Ribeiro, também começa a apostar mais efetivamente na boa aceitação do produto regional no exterior. O carro-chefe da empresa é a polpa de açaí envasada em embalagem acéptica. O produto é pensado para exportação e tem validade de um ano para o consumo.

Com capacidade de produção de 300 toneladas, o plano inicial do empresário é fechar acordos para a venda de até 50 toneladas este ano para outros países. “Já temos uma reunião marcada para a próxima semana com representantes de países árabes, e negociações em curso com o Canadá, Estados Unidos e Itália”, conta.

Segundo ele, o próximo passo é abrir espaço para que outros produtos como o purê de banana e as polpas de taperebá, cupuaçu, goiaba e graviola também ganhem novos mercados.

Bons negócios com Portugal e Angola

Mesmo quando a moeda em questão não é o dólar, a exportação tem se mostrado como uma excelente alternativa à turbulência vivida pelo mercado interno. Quem também apostou na estratégia foi a Pentop do Brasil, que já possui uma unidade em Manaus, outra em Campinas (SP) e um escritório em Shenzhen, na China. O próximo país a receber a bandeira amazonense será Portugal. A empresa, que desde o ano passado negocia a exportação de seus produtos (entre eles, livros e canetas) para o país europeu, assinou o seu primeiro contrato internacional, na última semana, com o diretor da empresa portuguesa Estúdio Didático, Jorge Barbosa.

Segundo o diretor da Pentop, Marivaldo Albuquerque, o acordo vai garantir, além de Portugal, o mercado da Angola, onde o Estúdio Didático já atua a dois anos.

Acordo bilateral

O contrato prevê o comércio bilateral entre as duas empresas. A Pentop fornecerá livros, canetas, etiquetas e bonecos falantes. O Estúdio didático fornecerá kits educacionais. Também haverá transferência de tecnologia e licenciamento de livros e de softwares. O valor do contrato de exportação não foi divulgado.

O investimento necessário para o plano de expansão dos negócios vem de linhas de Apoio da União Europeia para a Expansão e Internacionalização de empresas portuguesas. “Nossa expectativa é que esta parceria seja duradoura e próspera para todos nós”, comenta o empresário português, Jorge Barbosa, ao lembrar que o Brasil representa uma grande oportunidade na área de educação.

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