Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019
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Altos percentuais de carga tributária afetam as famosas bebidas alcoólicas do Carnaval

Produtos mais consumidos durante o período carnavalesco têm elevada carga tributária. Só no preço da caipirinha, 76,6% são impostos



1.jpg Bebidas alcoólicas lideram tributação entre produtos com picos de consumo no período de Carnaval
06/02/2015 às 10:20

Uma das mais tradicionais festas brasileiras, o Carnaval poderia ser uma época de maior folia para o brasileiro se não fossem os altos percentuais de tributos embutidos nos produtos típicos desta época. Entre as bebidas mais consumidas no feriado prolongado, a caipirinha é a campeã, com 76,66% de tributos; seguida pelo chope, 62,20%; pela lata ou garrafa de cerveja, com 55,60%; e pela lata de refrigerante, que tem 46,47% tributos.

O estudo é do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)..



As roupas e acessórios também têm uma elevada tributação, que chega a 43,93% na máscara de plástico. O spray em espuma tem 45,94% de encargos tributários; o apito, 34,48%, e o confete ou serpentina, 43,83%.

De acordo com o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike, “a elevada tributação nos produtos típicos do Carnaval se deve ao fato de serem produtos considerados supérfluos pelo legislador”. Além disso, explica Olenike, “a maior parte dos produtos e acessórios passa por um processo de industrialização, sobre o qual incide o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI).”

Carga pesada

Para o economista Aílson Rezende, a carga tributária dos foliões poderia ser menor se o critério usado pelo governo para tributar os produtos fosse revista. Isso porque itens que deveriam ser considerados essenciais, como água e preservativos ainda têm uma elevada incidência de impostos.

“Quando a gente fala de tributação sobre bens de consumo, atinge toda a população, independentemente de quanto ela recebe”, explica o economista.

Segundo ele, para acontecer uma revisão de impostos, o governo teria que fazer uma movimentação no Congresso, mas isso não é atraente porque ele está aumentando impostos e não pensando em reduzi-los. “A carga tributária no País é alta e injusta. Há uma necessidade enorme de se fazer essa reforma tributária para ajustar os valores do tributo”, ressalta.


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