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Alunos da faculdade Estácio realizam atividades de sensibilização de doação de órgãos

A intenção é mostrar para o corpo docente da faculdade como um simples gesto de solidariedade pode salvar a vida de milhares de pessoas. A atividade acontece na unidade da avenida Djalma Batista 22/09/2015 às 17:14
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A atividade acontece na unidade da avenida Djalma Batista
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“Só me tornei completamente feliz após o transplante”. É com esta afirmação que Antonio Clóvis Carvalho, 40, que há cinco anos realizou um transplante de córnea, define sua vida. Ele é uma das centenas de pessoas beneficiadas pela doação de órgãos, no Amazonas.

Antonio Clóvis conta que sofreu um acidente aos 9 anos, que fez com que ele adquirisse uma doença chamada leucoma e perdesse a visão do lado esquerdo.

Durante anos Clóvis ouviu dos médicos que seria impossível voltar a enxergar e que o ideal era não forçar o outro lado da visão, para não correr o risco de perdê-la também.

“Morava no interior do nordeste e lá os médicos diziam que o melhor era eu parar de estudar para não perder o outro lado da vista. Eu só consegui concluir o ensino médio quando já estava adulto”, disse.

Depois de viver anos conformado com a sua condição, Antonio decidiu voltar a estudar e passou em um concurso público em Manaus, em 2005. Depois de começar a trabalhar, ele conheceu o Banco de Olhos da Fundação Hospital Adriano e após dois anos de espera recebeu o transplante de córnea.

De acordo com ele, foi neste momento do transplante que sua vida mudou. “Pra mim, esse procedimento representou um renascimento. Eu não conseguia namorar e depois do transplante eu conheci a minha esposa, tive um filho e voltei a estudar”, contou. Atualmente, Antonio está no sexto período do curso de Farmácia na Faculdade Estácio Amazonas.

O estudante é um dos alunos que está participando da atividade de sensibilização e orientação sobre a importância da doação de órgãos e tecidos promovida pela faculdade, nesta terça e quarta-feira (22 e 23).

A atividade é alusiva a campanha “Setembro Verde”, promovida pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam).

A idealizadora da atividade e coordenadora do Laboratório de Pesquisa e Prática Social, Antonia Cosmo, explica que a intenção é mostrar para o corpo docente da faculdade como um simples gesto de solidariedade pode salvar a vida de milhares de pessoas. A atividade acontece na unidade da avenida Djalma Batista.

Para a coordenadora é importante que as pessoas tenham essa consciência de que podem ser doadoras. No Brasil, quem deseja ser doador precisa apenas comunicar isso à família. “O objetivo é sensibilizar os alunos para um gesto tão nobre, que é a doação”, acrescentou.

Antonio Clóvis afirma que depois de ter sido beneficiado pela doação de órgãos, sua principal missão é mostrar para as pessoas o quanto é importante esse gesto.

“O transplante muda a vida de quem recebe e de quem doa. Se eu puder sensibilizar um colega da faculdade já estou feliz, pois é essa pessoa que poderá salvar a vida de alguém”, ressaltou.

*Com informações da assessoria de imprensa

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