Domingo, 22 de Setembro de 2019
Física Ambiental

Alunos da UEA realizam experimentos das leis de Newton em comunidade indígena

Universitários realizaram experimentos de física com o tipiti, artefato de fibra utilizado na secagem da mandioca. Ação aconteceu no município de São Paulo de Olivença



uhdashiauisuia_F6263815-6DF6-4140-A7B8-BF475C5680A9.JPG Foto: Divulgação / UEA
30/07/2019 às 14:35

A comunidade indígena Tikuna de Ütapü, no município de São Paulo de Olivença, distante 985 quilômetros de Manaus, recebeu no último sábado (27), os alunos do curso de Ciências Biológicas do Programa de Formação de Professores da Educação Básica da Universidade do Estado do Amazonas (Parfor/UEA), usaram as Leis de Newton com o tipiti, artefato de fibra utilizado na secagem da mandioca, e com a forma como ela é arrancada. Já no Trabalho e Energia, eles demonstraram a utilização da prensa no processo de produzir farinha. A ação fez parte da I Mostra de Experiências de Física Básica.

De acordo com a coordenadora geral do Parfor/UEA, Luciane Lopes, durante a programação da Mostra de Experimentos, os alunos, juntamente com a professora da UEA, Raíssa Zurra Saraiva, proporcionaram uma interação entre a comunidade e a Universidade, uma vez que estes acadêmicos são professores que atuam dentro de comunidades indígenas.

Lopes explica que os acadêmicos iniciaram as demonstrações dos experimentos com explicação em português e tradução para a língua Tikuna. “Os alunos apresentaram experimentos sobre as Leis de Newton, Trabalho e Energia, Fluidos, Óptica, Ondulatória, Eletricidade e Termodinâmica. Cada um desses temas foi abordado com dois experimentos e com dois cartazes que faziam a associação do experimento com a realidade local”, destacou.

Sobre os experimentos 

Os alunos associaram as Leis de Newton com o tipiti, artefato de fibra utilizado na secagem da mandioca, e com a forma como ela é arrancada. Já no Trabalho e Energia, eles demonstraram a utilização da prensa no processo de produzir farinha.

Sobre as Leis da Termodinâmica, os estudantes usaram como exemplo o motor rabeta, que a comunidade usa como meio de transporte. Para explanar sobre Óptica, eles relacionaram o processo de difração da luz na produção do arco-íris e a refração da luz quando eles estão pescando.

No tópico da Eletricidade, os estudantes mostraram como os raios atingem as árvores e causam fogo, além de demonstrar como o poraquê (peixe-elétrico) consegue derrubar açaí. Mostrando ainda como os pássaros conseguem planar e como as ondas se propagam, tanto na água, quanto fora dela, eles explicaram sobre Ondulatória e para explicar sobre Fluidos, mostraram como o pirarucu consegue afundar e boiar, e como os flutuantes conseguem se manter sobre os troncos das árvores.

“Os espectadores se mostraram admirados e satisfeitos com os experimentos e com o que aprenderam. Muitos deles anotaram as informações em folhas de papel. Para os acadêmicos, foi uma experiência inovadora e motivadora, pois alguns deles nunca tinham realizado um experimento na vida”, salientou a professora Raíssa Zurra Saraiva.

* Com informações da assessoria de imprensa

News portal1 841523c7 f273 4620 9850 2a115840b1c3
Jornalismo com credibilidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.