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Alunos de escola rural apresentam projeto de forro térmico em Feira de Ciências, no Amazonas

O experimento, que fez a temperatura da sala de aula cair em pelo menos três graus, foi um dos trabalhos apresentados durante a Feira de Ciências da escola 28/09/2015 às 15:46
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Com tecido TNT e caixas plásticas de leite, eles confeccionaram um forro térmico
acritica.com Manaus (AM)

Os alunos do 5º ano da Escola Municipal Rainha dos Apóstolos, localizada no Km 23 da BR-174, encontraram uma solução eficaz e econômica de amenizar o calor que vem fazendo em Manaus.

Com tecido TNT e caixas plásticas de leite, eles confeccionaram um forro térmico. O experimento, que fez a temperatura da sala de aula cair em pelo menos três graus, foi um dos trabalhos apresentados durante a Feira de Ciências da unidade de ensino, realizada na manhã desta segunda-feira (28) reunindo mais de 100 alunos do 1º ao 9º ano Ensino Fundamental. O aluno Daniel Santana Maciel, 10, participou da pesquisa e execução do projeto. Ele lembrou que o forro pode ser usado nas casas e bastam alguns minutos para construí-lo.

“Fizemos isso para diminuir o calor e o abafado da nossa sala. Essas caixas ficam para cima e o TNT para baixo, quando o calor vem, a caixa rebate e não fica muito quente. A nossa sala sem isso estava com 40 graus e com isso o forro foi para 37 graus”, explicou. De acordo com a diretora pedagógica da escola, Darlete Oliveira, os trabalhos foram todos voltados para a temática do meio ambiente e apresentaram soluções para as problemáticas do colégio.

“Como somos uma escola rural, estamos educando nossos alunos a preservar o meio ambiente. O amanhã depende do que a gente educa hoje. Nós queremos que eles entendam o porquê de algumas coisas estarem acontecendo na natureza hoje e ensiná-los a mudar os hábitos agora para transformar o futuro", afirmou.

Darlete Oliveira disse ainda que os trabalhos têm a preocupação com o meio ambiente e a autossustentabilidade. "Porque pensamos de como podemos nos ajudar dentro dessa crise. Então, pensamos projetos que ajudem com soluções interessantes, dentro disso teve o da vassoura com garrafa pet, por exemplo”, completou a gestora. As vassouras de garrafas pet foram produzidas pelos alunos do 8º ano.

Elas foram uma solução inteligente para eliminar a compra de vassouras utilizadas na limpeza do prédio, além de dar um fim sustentável ao material plástico. A estudante Tayná da Silva explicou que para fazer o objeto foram necessárias dez garrafas. Ela contou que nunca imaginou que uma garrafa de plástico poderia ser tão útil.

“Eu fiquei surpreendida com essa experiência. Não sabia que dava para fazer vassoura de garrafas pet. A gente vê muita garrafa jogada por aí e pensa que não tem como aproveitar, mas tem sim e não só para fazer vassoura, como também objetos. As pessoas não pensam que a garrafa pode ser útil para nós. Agora nós temos vassouras para varrer as salas e estamos confeccionamos para a escola usar”, comemorou.

Êxodo do campo

Os estudantes do 9º ano pesquisaram a realidade dos cidadãos do campo que migram para a cidade. O trabalho retratou os riscos que essas pessoas correm indo morar na periferia e ficarem expostos ao assédio do tráfico de drogas e da prostituição. O tema, segundo o estudante Darley Servalho, 15, é importante de ser debatido porque muitos sonham em sair da zona rural para a cidade, mas não sabem a realidade da vida de uma metrópole.

“No momento muitas pessoas estão vivendo nas periferias sem muitas condições. Eu moro na zona Rural, mas é bem difícil também. Esse trabalho quer chamar a atenção das autoridades sobre a nossa realidade”, disse.

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