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Cotidiano
Projeto Social

Alunos do Projeto Atitude, Jovem, Adventus, aprendem e compartilham o saber

No local, são ministradas aulas de informática básica e de teclado, violão, flauta, canto e coral, todos com duração de oito meses. Em breve uma unidade do projeto será inaugurado em Coari, com mais opções de cursos (incluindo o de culinária), para os moradores da cidade 23/04/2016 às 13:21
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No Instituto AJA, os alunos participam dos cursos e não pagam nada. Eduardo (ao centro, de tênis azul), foi o fundador do projeto (Foto: Evandro Seixas)
Vanessa Marques Manaus (AM)

Moradores de baixa renda do bairro Alvorada, na Zona Oeste, têm desde julho de 2015 a oportunidade de estudar gratuitamente informática, música e receber atendimento psicológico na sede do Projeto AJA - Atitude, Jovem, Adventus.

No local, são ministradas aulas de informática básica e de teclado, violão, flauta, canto e coral, todos com duração de oito meses. Em breve uma unidade do projeto será inaugurado em Coari, com mais opções de cursos (incluindo o de culinária), para os moradores da cidade.

Mudou de mala e cuia

O projeto nasceu após uma visita do fundador ao Estado, Eduardo Miranda, durante as férias. “Eu vim nas férias, em maio de 2015. Conheci Coari e lá, falando com amigos sobre o meu trabalho voluntário com pessoas carentes no Rio de Janeiro, eles me incentivaram a mudar para o Amazonas e fazer um trabalho semelhante aqui”, contou Eduardo, que é desenvolvedor de sistemas e músico.

Eduardo mudou de mala e cuia para o Amazonas, e fundou o projeto em Manaus, atendendo aos moradores do bairro Alvorada. Todas as despesas do projeto são pagas com o que Eduardo ganha realizando trabalhos como desenvolvedor de sistema. O local onde funciona o projeto foi cedido por um voluntário, aliviando assim a despesa com o aluguel. “Funcionávamos em outro local, mas recebemos de um dos voluntários esse novo espaço”, explicou Eduardo.

Além de Eduardo, o projeto conta ainda com mais cinco voluntários: o doador do novo espaço Roberto Carlos, os ex-alunos Lucas Adriano e Joel Araújo, e a psicóloga Silvia Duarte que, após conhecer o lugar, se ofereceu para realizar atendimentos gratuitos no projeto.

“Consulta com psicólogo é caro e muitos jovens, por conta de estarem passando por uma fase de descobertas e decisões, principalmente em relação aos estudos, profissão, acabam buscando acompanhamento”, contou Silvia, que atende quatro pacientes por semana. Cada atendimento é agendado e o paciente recebe dez sessões.

Como participar

As matrículas para novas turmas de informática intermediária, “inforkids” (informática para crianças), teclado, violão e música com flauta serão abertas a partir do dia 3 de maio, na sede do Projeto AJA, localizado na rua Professor Abílio Alencar (antiga rua 4), 54, no bairro Alvorada 1. Mais informações no site www.institutoaja.com.br, na fanpage do projeto no facebook.com/atitudejovemadventus e pelo WhatsApp (21) 98787-2573.

Unidade em Coari

Previsto para inaugurar no dia 30 de abril, a nova unidade em Coari terá mais opções de cursos como culinária, idiomas, canto e também mais espaço. “Lá vamos funcionar no Centro Paroquial”, adianta Eduardo.

De aluno à novo voluntário

Quando o jovem Joel de Araújo, de 25 anos, chegou em Manaus há oito meses para tratamento médico, não esperava que aqui realizaria o sonho de aprender a tocar violão. “Eu sempre via as pessoas na minha igreja tocando e achava bonito, mas não tinha condições de pagar um curso. Agora, eu sei tocar e estou muito feliz”, comemora.

Joel é trabalhador rural na cidade de Juriti no Pará, veio para Manaus fazer um tratamento de saúde e por isso precisou ficar na cidade por tempo indefinido. Encontrou no Projeto AJA um lugar para ocupar o tempo e realizar o sonho de aprender a tocar o instrumento que mais gosta.

Com o fim do curso, Joel vai permanecer no projeto, dessa vez como voluntário, ajudando novos jovens a aprender a tocar violão e auxiliar os professores durante as outras aulas.

“O Joel é o tipo de jovens que queremos atingir, jovens que não possuem condições financeiras para pagar um curso, para aprender informática, idiomas e tocar um instrumento. Ajudar essas pessoas é o nosso maior objetivo”, esclareceu Eduardo, fundador do projeto.

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