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Alvo das manifestações em Coari, Igson Monteiro diz que não desistiu de continuar na prefeitura

Prefeito peemedebista foi cassado pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE) em dezembro do ano passado, mas diz que, apesar da reprovação popular, entrará com recursos para permanecer no cargo e evitar que o segundo colocado nas últimas eleições, Raimundo Magalhães (PRB), assuma o posto. 15/01/2015 às 14:47
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Prefeito cassado diz que tentará continuar no cargo em Coari
Raphael Lobato ---

Principal alvo das manifestações que tomaram o município de Coari durante o dia de ontem, o prefeito Igson Monteiro (PMDB) disse que “não trabalha com a hipótese” de deixar o cargo. O peemedebista afirmou que irá ingressar com recursos para tentar reverter a sua cassação, determinada pela corte do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) em dezembro passado.

Igson Monteiro só não deixou a prefeitura ainda porque o julgamento que decidiu pela cassação do seu mandato e do ex-prefeito detido Adail Pinheiro foi realizado na última sessão do ano passado. A corte do TSE, então, saiu de férias sem publicar o acórdão que daria ao segundo lugar nas últimas eleições, Raimundo Magalhães (PRB), o direito de assumir a gestão.

Entrevistado pela reportagem após as manifestações de ontem, Igson afirmou que irá ingressar com embargos declaração tão logo o TSE volte às atividades e publique o acórdão, na primeira semana do próximo mês. “Nós não trabalhamos com a hipótese de deixar o cargo, nem de fazer transição para o segundo lugar. Iremos questionar a decisão”, disse o peemedebista.

Analistas jurídicos ouvidos por A Crítica avaliam que os embargos de declaração deverão abrir margem para que Igson possa questionar a decisão no Superior Tribunal Federal (STF), mas dizem que as chances do prefeito impedir a posse de Raimundo Magalhães e do vice na chapa, Clemente Josino da Silva (PTC), são muito remotas. 

O peemedebista que está há quase um ano no comando do município foi cassado, ao lado de Adail, por ser considerado “ficha suja” após ter praticado abuso de poder econômico em 2008. Durantes as manifestações de ontem, Igson e o seu irmão, Eliseu Monteiro (PMDB), presidente da Câmara do município, tiveram casas e veículos da família destruídos.


“Justiça é culpada por instabilidade política”, diz Raimundo Magalhães

No aguardo da assinatura do acórdão para ser empossado, Raimundo Magalhães disse ontem, após as manifestações, que a culpa da “situação de caos” do município é da justiça. Segundo ele, ao longo dos últimos anos Coari foi vítima da gestão de fichas-suja que conseguiram driblar a justiça e se manter no poder.


“Coari é vitima da instabilidade política causada pela justiça, que não define a situação do município. As manifestações de ontem foram de uma população cansada, mas, é claro, que não concordamos com a violência. Todos que me conhecem sabem que sou uma pessoa de bem. Estamos aguardando a justiça para que possamos ajudar o município”, disse.




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