Sábado, 20 de Julho de 2019
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AM adere a programa federal ‘Crack, é possível vencer’

Assinatura de adesão à iniciativa será feita hoje, em Brasília; Programa vai investir R$ 4 bilhões em sete Estados brasileiros



1.jpg O programa federal pretende frear o aumento do consumo de crack no Brasil
06/08/2013 às 09:17

O Amazonas assina, hoje, a adesão ao programa ‘Crack, é possível vencer’, do Governo Federal, junto a outros sete Estados. O objetivo é atuar em três frentes: Educação, Saúde e Segurança. Para isso, estão previstos R$ 4 bilhões. Em Manaus, pelo menos 21,1% dos estudantes já fizeram uso, alguma vez, de alguma droga - à exceção de álcool e tabaco - segundo o 6º Levantamento Nacional sobre o consumo de drogas psicotrópicas entre estudantes, divulgado pelo Governo Federal em 2010.

Os dados são a base para o trabalho em ações de orientação à população, capacitação de profissionais, aumento da oferta de tratamento e atenção aos usuários, além do enfrentamento ao tráfico de drogas em geral.

O valor dos recursos para a Segurança Pública e para o atendimento em saúde e assistência social do Amazonas, voltados ao cuidado e tratamento de dependentes químicos, serão anunciados hoje. Além do Amazonas, Amapá, Bahia, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Roraima e Tocantins, também aderiram ao programa.

Atualmente, não existe tratamento medicamentoso para usuários de droga no Amazonas. De acordo com a coordenadora de saúde mental, da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Lourdes Siqueira, o atendimento ao dependente químico ainda é muito deficitário, mas deverá começar a mudar com a inauguração da primeira clínica de reabilitação de dependentes químicos do Estado, em janeiro. “Os tratamentos existente hoje, feitos pelas comunidades terapêuticas, são de cunho religioso e ficam sob a coordenação da secretaria de assistência social”.

Siqueira afirmou ainda que a maior parte do consumo no Estado é de cocaína que tem a fronteira como porta de entrada. “Aqui encontra-se cocaína de alto poder psicotrópico, praticamente pura, e em um preço mais acessível”, explicou.

Apreensões

Os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) refletem essa realidade: cocaína lidera o ranking de apreensões realizadas pela polícia. Em 2012, foram 406,8 quilos. Nos seis primeiros meses deste ano foram 241,9.

De acordo com a SSP, as rotas do tráfico são muitas, mas as que partem da fronteira com Peru, Colômbia “têm se revelado com mais intensidade”. Além disso, há a entrada de maconha via Paraguai, pelo Mato Grosso.

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