Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
SAÚDE

AM deve ficar em alerta para vírus sincicial respiratório; 39 mortes já foram registradas

Em crianças e adultos saudáveis o vírus pode provocar sintomas semelhantes a um resfriado. Médicos alertam para cuidados



show_Capturar_3DE93DCA-906E-42EC-9CF5-C97913CE16E1.jpg Foto: Reprodução / Internet
02/12/2019 às 14:06

O Amazonas foi o estado brasileiro que registrou o maior número de casos do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em 2019. De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), foram confirmados 458 casos e 39 óbitos por conta da doença só este ano, quando houve o aparecimento de uma forma mais grave do vírus no Estado.

O VSR, um vírus sazonal, é a principal causa de doenças respiratórias do trato superior em bebês. Em crianças e adultos saudáveis pode provocar sintomas semelhantes a um resfriado, mas em prematuros e outros considerados de risco, é responsável por hospitalizações recorrentes por bronquiolite e pode ser fatal. Em coletiva de imprensa na capital paulista, o presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, alertou para o alto risco de morte dos prematuros por esse vírus, que começa a circular na Região Norte em dezembro. 



"As infecções respiratórias respondem por 20% das causas de morte no primeiro ano de vida. É uma parcela significativa da mortalidade global. O VSR é a principal causa de bronqueolite em bebês pequenos. Mata mais que gripe e pneumonia e fator de risco para o desenvolvimento da asma", afirma Dr. Kfouri. 

Imunização

O VSR é um vírus sazonal, isto é, apesar de ocorrer durante todo ano, seu pico de circulação ocorre em diferentes épocas do ano nas diferentes regiões. No Norte e Nordeste, seu pico coincide com a estação chuvosa (a partir de meados de dezembro-janeiro, notadamente no Norte).  Segundo Dr. Kfouri, a infecção por VSR não tem tratamento (somente amenização dos sintomas), mas tem imunização profilática.  

"Bebês prematuros, com doença cardíaca e crônica, durante a estação do vírus, são os que têm o maior risco de desenvolver a forma mais grave da doença. O ideal era que a gente vacinasse os bebês pequenos no início da vida, mas ainda não há uma vacina disponível. O que temos hoje é o anticorpo monoclonal, o palivizumabe, medicamento de última geração que atua no sistema imune. São anticorpos artificiais, que protegem de uma forma mais grave da doença, por um período de tempo, para o bebê atravessar essa fase de risco", explica.

A prevenção é feita por meio de injeção intramuscular e a aplicação deve ser feita um mês antes do periodo da circulação do vírus. Ela é disponibilizada gratuitamente pela rede pública e cada Secretaria de Saúde do País tem seu fluxo de prevenção.Devem receber o anticorpo, de forma gratuita, bebês nascidos prematuros de até 28 semanas durante até um ano de vida. 

"A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda também a profilaxia para bebês prematuros de 29 a 32 semanas, que se beneficiam muito dessa imunização. Os pais podem procurar informações nas unidades de saúde e também na rede privada. Cada secretaria de saúde do País tem um fluxo para essa prevenção e, desde 2018, os planos de saúde são obrigados a liberar essa medicação para os grupos de risco", reforça.

Pais, profissionais da saúde com bebês pertencentes a esses grupos de risco devem estar atentos ao período de circulação do vírus na Região. 

* A jornalista viajou a convite da Abbvie

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Jornalista de A CRÍTICA

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