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‘AM merece ser tratado de forma diferenciada’, diz José Melo

É o que defende o governador José Melo, que afirma ter feito no Estado do Amazonas o seu dever de casa para enfrentar o ano de crise 18/08/2015 às 09:39
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Para José Melo, o Estado do Amazonas não pode receber o mesmo tratamento de estados que não conseguiram equilibrar contas e por isso perdem investimentos
Natália Caplan Manaus (AM)

O governador do Amazonas, José Melo (Pros), pediu ao governo federal que o Estado seja tratado de maneira diferente quanto à liberação de recursos. A exigência foi feita durante o lançamento do Plano Safra Amazonas 2015-2016, na última segunda-feira (17), no Centro de Convenções Vascos Vasques, no Planalto, Zona Centro-Oeste. Mesmo com o pacote de investimentos de R$ 362 milhões para a área desenvolvida pela Secretaria de Estado Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror), Melo defende que o Estado preciso e merece mais investimento.

“O Estado tem capacidade de endividamento, está em dia com o pagamento das dívidas. O Estado não deve absolutamente nada”, disse. “Mas vai depender do aval da União. Eu, o senador Omar [Aziz - PSD] e os demais companheiros [do Congresso Nacional] já estamos trabalhando nesse sentido. Nesses convênios que assinamos, estamos envolvendo todos para que, cada um, dando a sua participação, represente o êxito do plano”, afirmou o governador durante coletiva à imprensa.

Melo ressaltou que o Amazonas deve receber um tratamento diferenciado do restante dos Estados pelo esforço feito para diminuir gastos e melhorar a máquina administrativa. “Eu tenho consciência dos problemas que o País vive, mas eu fiz o meu dever de casa. Eu apertei meu cinto, criei as condições e nem estou pensando mais em crise. Estou pensando em avançar. Então, não é justo que eu, que fiz isso, fique no mesmo cesto que outros que não tiveram a coragem de fazer”, enfatizou Melo.

Plano

Sobre o Plano Safra Amazonas 2015-2016, o governador informou que cerca de oito mil produtores em várias frentes, do assessoramento e extensão rural ao fomento, serão beneficiados. O valor a ser aplicado representa um incremento de 65% no orçamento destinado à Sepror em 2014, que foi de R$ 125,7 milhões. Somente para a concessão de crédito está programado R$ 191 milhões, com juros facilitados junto às instituições bancárias e à Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), por meio do Banco do Povo.

“Agora, nós vamos trabalhar planejados e com metas estabelecidas, com um projeto que vai desde a distribuição da semente, até a colocação do produto lá no mercado. E tenho absoluta certeza de que esse plano não vai só evitar muitos constrangimentos de produtores que perderam a sua produção com a enchente, mas também permitirá que eles possam, com estes recursos e assistência técnica, vencer”, declarou Melo.

Para Melo, não é mais o momento de se focar em crise econômica. “Essa questão da crise, eu não gosto nem mais de falar. Minha cabeça está voltada na superação. É um plano ousado? É. Vamos fazê-lo se transformar em realidade? Com toda a certeza”, afirmou.

Intenção para resgate da juta

Durante a solenidade de lançamento do plano, na última segunda-feira (17), José Melo assinou um protocolo de intenções para a revitalização da produção de fibras de juta e malva; uma carta de intenções entre a Sepror e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) para viabilização do Curso Prático de Piscicultura na Amazônia e de pesquisa aplicada no setor primário; além de dois termos de cooperação técnica. Um com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e outro com a Universidade do Estado do Amazonas, para desenvolver a formação do homem no campo.

“Desenvolvemos um plano para alavancar a atividade produtiva, envolvendo todos os aspectos; desde insumos para correção do solo, mecanização, assistência, crédito agrícola e o apoio na ponta”, afirmou o governador.

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