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AM não atinge meta e prorroga campanha de vacinação; Estado teve a menor taxa contra sarampo

Apenas 57,44% das crianças amazonenses receberam prevenção contra o sarampo. Número foi maior na vacina contra poliomelite, com 88,46% dos pequenos atendidos. Os números, porém, não chegam perto da meta nacional de atender 95% das crianças dos Estados e municípios 16/12/2014 às 15:37
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As unidades básicas de saúde de Manaus funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, das 7h às 12h até o dia 12 de dezembro.
ANTÔNIO PAULO Brasília (Sucursal)

Estados e municípios que ainda não alcançaram a meta de vacinar 95% das crianças contra sarampo e poliomielite deverão prorrogar a campanha até 31 de dezembro. O Amazonas é o último de toda a federação em vacinação: só imunizou 57,44% das crianças contra o sarampo. Em compensação, é o terceiro na Região Norte a atingir a meta da poliomielite, com 88,46% das crianças amazonenses vacinadas.
 
O Estado do Espírito Santo foi o único que ultrapassou as metas das duas vacinas até agora, com 96,57% das crianças vacinadas contra sarampo e 96,94% contra poliomielite de acordo com dados do Ministério da Saúde. O Ceará também bateu a meta contra sarampo (108,6%).
 
Entre as unidades nortistas, Rondônia é o que está mais próximo da meta: alcançou 94,49%  na vacinação contra poliomielite e 91,53% contra o Sarampo. É seguido de Roraima, com 90,64% e 80,57% respectivamente. Amapá e Acre são os Estados da Amazônia com menor taxa de vacinação em poliomielite: 67,35% e 67,09%. Contra o sarampo só ganham do Amazonas. O Governo do Acre vacinou 59.2% e do Amapá, 60,45%.
 
A campanha nacional terminou na última sexta-feira (12) com 11,2 milhões de crianças vacinadas contra poliomielite, atingindo 88,04% do público-alvo, e 9,1 milhões contra sarampo, o que representa 82,9% de cobertura.
 
Alergia

Segundo o presidente da Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas, Bernardino Albuquerque, a baixa vacinação contra o sarampo, nas crianças do Estado, deve-se à suspensão da campanha na capital e no interior por causa de três casos graves reações adversas à vacina.
 
“Por decisão dos secretários estadual e municipal de Saúde, logo que foram detectados os problemas, o processo de imunização foi suspenso e informado imediatamente ao Ministério da Saúde. Três semanas depois foi encaminhada a nós uma nota técnica dando conta de que as reações ocorreram por conta de uma alergia ao leite. Após as orientações repassadas, retomamos a vacinação e acreditamos que o Amazonas vai conseguir atingir a meta (95%) até 31 de dezembro deste ano”, declarou Bernardino Albuquerque.

O Ministério da Saúde informa que a as crianças com alergia ao leite de vaca, a vacinação contra sarampo ocorrerá posteriormente à prorrogação, caso não sejam cumpridas as metas.  Já orientou as secretarias estaduais e municipais de saúde que evitem vacinar essas crianças com o produto fornecido pelo laboratório Serum Institutte of India Ltd. A iniciativa é uma medida de precaução, devido à presença do componente lactoalbumina hidrolisada nas doses fornecidas pelo laboratório.
“Para garantir a vacinação correta, os pais ou responsáveis que levarem as crianças aos postos de saúde, serão questionados sobre uma possível alergia ao leite de vaca. Caso a criança não tenha registro prévio de alergia, ela receberá a dose normalmente”, orienta o Ministério da Saúde.
 
A orientação do Ministério da Saúde para que os Estados e municípios brasileiros prorroguem a vacinação até o final do mês dezembro visa à proteção de cerca de 1,5 milhão de crianças contra a poliomielite e 1,8 milhão contra sarampo, que ainda não foram vacinadas.
 
Vacinas disponíveis

Desde o início da vacinação, em 8 de novembro, 2.858 municípios vacinaram mais de 95% das crianças contra sarampo e 3.075 atingiram a meta contra a poliomielite. As vacinas estão disponíveis nos 35 mil postos de vacinação espalhados pelo país. A imunização contra poliomielite é destinada a 12,7 milhões de crianças entre seis meses e cinco anos de idade incompletos. A medida tem como objetivo manter o Brasil livre desta doença, que não apresenta casos de pólio desde 1990.

Já a vacinação contra o sarampo é voltada para crianças entre um e cinco anos de idade (incompletos). Devem ser vacinadas 10,9 milhões de crianças com a tríplice viral. Além de imunizar contra o sarampo, a vacina também garante a proteção contra a rubéola e a caxumba. “É imprescindível que consigamos vacinar todas as crianças, na faixa etária de seis meses a cinco anos de idade incompletos. Não podemos perder essa oportunidade de reforçar a imunização das crianças contra o sarampo e a poliomielite. Pais e responsáveis devem procurar um posto de saúde mais próximos para vacinar seus filhos”, orienta o  ministro da Saúde, Arthur Chioro

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