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Amazonas deixa der ser o Estado com maior número de casos de hanseníase para 18º no ranking

Os dados oficiais do Ministério da Saúde (MS), referente ao ano de 2014, foram divulgados pelo diretor-presidente da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta, Helder Cavalcante, durante a Tribuna Popular em homenagem aos 60 anos da instituição na CMM 25/08/2015 às 17:15
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Helder Cavalcante é o gestor da da fundação
acritica.com* Manaus (AM)

O Amazonas passou de 1º lugar para a 18ª posição em detecção de casos de hanseníase no Brasil, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde (MS), referente ao ano de 2014, divulgados pelo diretor-presidente da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta, Helder Cavalcante, durante a Tribuna Popular em homenagem aos 60 anos da instituição, a ser comemorado no próximo dia 28 deste mês.

A Tribuna Popular, realizada no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (25), foi uma iniciativa do presidente da Comissão de Saúde da CMM, vereador Dr. Ewerton Wanderley (PSDB), que passou a placa de homenagem à instituição pelos relevantes serviços prestados à cidade de Manaus, às mãos do diretor-presidente da fundação. “Estendo as congratulações à atual gestão, na pessoa do doutor Francisco Helder Cavalcante, igualmente aos demais membros da diretoria e a todo o quadro de funcionários”, destacou o autor da homenagem.

De acordo com Helder Cavalcante, o Amazonas já foi durante décadas, o primeiro estado brasileiro em detecção de casos de hanseníase, com as piores taxas da doença no Brasil. “Há 15 dias foram publicados os dados oficiais do Ministério da Saúde, referente ao ano de 2014. O Amazonas está na 18ª posição, porém, não significa dizer que a doença esteja controlada, ainda temos muito a fazer e precisamos de apoio na divulgação da importância do controle da doença”, ressaltou Helder Cavalcante, ao acrescentar que a  historia da hanseníase no Amazonas é trágica e prolongada, mas que teve reversão contínua e evoluindo gradativamente.

Números

“Estamos trabalhando firmemente para alcançarmos o último lugar. O Amazonas deseja ser o Estado com o menor número de casos da doença, e para isso, no último sábado, uma equipe de 28 servidores realizou um trabalho em dois locais da zona Leste da cidade, onde foram examinadas 1.084 pessoas. Desse total, foram detectados 16 casos de sífilis não tratados, nove casos novos de hanseníase e três casos de HIV positivo. Precisamos conscientizar cada vez mais as pessoas do risco de contrair essas doenças”, alertou o diretor-presidente.

Apoio

Durante seu pronunciamento, o presidente da Casa, vereador Wilker Barreto (PHS) disponibilizou o canal de TV aberta da Casa Legislativa, com previsão de estreia no dia 8 de setembro, como espaço de divulgação para as principais ações da Fundação Alfredo da Matta. “A Câmara cumpre o seu papel no apoio de divulgação das ações da instituição, porque acredita que a população precisa saber dos grandes serviços que a fundação presta ao Estado e ter consciência do perigo das Doenças Sexualmente Transmissíveis”, ressaltou Wilker Barreto.

Centro de referência

A instituição é centro de referência estadual, nacional e internacional em dermatologia tropical, DSTs e hanseníase, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde. O órgão coordena no Estado as ações de prevenção e tratamento em hanseníase e outras doenças dermatológicas.

História

Em 24 de novembro de 1982, decreto nº 6.808, assinado pelo então secretário de Saúde do Estado, Tancredo Castro Soares, alterou a denominação do Dispensário para Centro de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta. E em novembro de 1985, o Centro passa a ser Centro de Referência da Região Amazônica. No dia 21 de dezembro de 1988, a Lei Estadual 1881 cria o Instituto de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta, sob forma de autarquia, com a finalidade de prestar atendimento, em nível de Centro de Referência para Doenças Dermatológicas e Sexualmente Transmissíveis, bem como, desenvolver atividades técnico–científicas no campo da pesquisa, ensino, treinamento e extensão.

*Com informações da assessoria de imprensa

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