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Cotidiano
ALERTA

Amazonas deve registrar 840 novos casos de câncer do colo uterino em 2018, prevê Inca

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a média é de quase 41 diagnósticos para cada 100 mil mulheres. Doença 100% prevenível, o câncer de colo uterino é o primeiro em incidência entre as amazonenses 31/03/2018 às 10:11 - Atualizado em 31/03/2018 às 17:11
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Foto: Reprodução/Internet
acritica.com Manaus (AM)

O Amazonas deve registrar, em 2018, 840 novos casos do câncer de colo uterino, segundo previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que é subordinado ao Ministério da Saúde (MS). Uma média de quase 41 diagnósticos para cada 100 mil mulheres (taxa bruta de incidência).

Considerada uma doença 100% prevenível, o câncer de colo uterino, primeiro em incidência entre as amazonenses, recebeu destaque neste mês com o ”Março Lilás”, movimento recente no Brasil, que levanta a bandeira da prevenção.  A doença tem contado com uma fórmula capaz de erradicá-la a longo prazo. A receita inclui medidas simples, como a vacinação contra o vírus HPV (Papiloma Vírus Humano – causador desse tipo de neoplasia maligna), o uso do preservativo durante as relações sexuais e a realização anual do preventivo (Papanicolau), a partir do início da vida sexual.

“O processo educativo, envolvendo as escolas públicas e privadas, e o informativo, abrangendo pais e responsáveis, é de extrema importância para que consigamos sensibilizar a população sobre a necessidade de se combater o HPV e, consequentemente, o câncer de colo de útero. Nesse contexto, campanhas como o Março Lilás e Outubro Rosa são essenciais, já que ambas trabalham a temática de prevenção a esse tipo de neoplasia maligna no Amazonas”, destacou a ginecologista Mônica Bandeira de Melo, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). 

Alarmante

O número é considerado elevado por especialistas e entre as ferramentas para combater esse tipo de câncer estão as campanhas educativas, que têm se mostrado eficazes na hora de chamar a atenção dos responsáveis para a importância da vacinação gratuita contra o HPV, ofertada na rede pública, para meninas com idade de 9 a 14 anos e para meninos de 11 a 14 anos.

“O câncer de colo uterino se desenvolve através de uma infecção sexualmente adquirida. Por isso a importância de envolver ambos os sexos no processo de imunização”, destacou a ginecologista.


A ginecologista Mônica Bandeira de Melo ressalta a importância da vacinação contra o HPV ainda na adolescência. Foto: Divulgação

A especialista ressaltou que a vacinação também tem servido de alerta para que mulheres na fase adulta se cuidem mais. “Conseguimos despertar o interesse dos adultos, quando tocamos no assunto ‘câncer de colo uterino’. E também acende-se um alerta para as mães, tias, avós, entre outras, sobre a realização de seus preventivos anuais. É uma forma de manter toda a família protegida”, salientou a especialista.

Erradicação

Considerada uma das apoiadoras da política contra o HPV no Amazonas, a ginecologista Mônica Bandeira de Melo explicou que a principal expectativa é que, futuramente, o câncer de colo uterino seja erradicado, evitando milhares de mortes no Brasil.

“Para que isso ocorra, é preciso fortalecer as campanhas de combate ao vírus. Recentemente, a Austrália anunciou que será o primeiro país a erradicar o câncer de colo de útero. Também queremos entrar nessa lista, como um dos países que mais combate a doença”, frisou. O câncer de colo uterino se desenvolve através de lesões ocasionadas pelo HPV e que não são tratadas na fase pré-maligna.

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