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Cotidiano
PREOCUPANTE

Amazonas e Manaus estão em 3º lugar do País com maior índice de HIV/Aids

Estado teve mais de 15 mil casos desde 1986, sendo 12.179 só em Manaus, seguida de Parintins (265), Tabatinga (248), Itacoatiara (157) e Tefé (155) 24/05/2017 às 10:36
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Foto: Arquivo
acritica.com

O Estado do Amazonas e a capital Manaus estão em terceiro lugar do País entre os Estados e Municípios brasileiros com maior índice de HIV/Aids, conforme divulgou ontem a Coordenação Estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais, vinculada à Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). Os dados foram apresentados durante um encontro reunindo 42 representantes de programas de combate às IST/Aids da capital e do interior amazonense.

Segundo a coordenadora estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais, Silvana Lima, de 1986 a agosto de 2016, foram registrados 15.149 casos no Amazonas, sendo 12.179 somente em Manaus, que concentra 80,39% das notificações, seguida de Parintins, com 265 casos (1,74%), Tabatinga, com 248 casos, Itacoatiara (157) e Tefé (155).

A situação, conforme Silvana Lima, é preocupante. Segundo ela, houve um crescimento dos registros da doença entre os adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos. Nos últimos 5 anos, o número de casos foi de 2.934 no Estado, sendo 2.557 em Manaus (87,15%).

Estratégias de combate

Diante do crescimento do número de casos foram adotadas novas estratégias para prevenção da transmissão, além do incentivo ao uso de preservativos masculinos. O foco é o combate a HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e alguns tipos de hepatites.

Estão entre as opções e alternativas cientificamente eficazes estão a utilização do preservativo feminino e a Profilaxia Pós Exposição (PEP), que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco em situações de exposição ao vírus. Também entram na lista de ações a Profilaxia Pré Exposição (PREP), tecnologia de prevenção que se aplica no uso oral diário de antirretroviral por pessoas não infectadas pelo HIV.

Outra ferramenta consiste na Prevenção Combinada, que abrange todas as medidas em conjunto, como a testagem regular, o uso de preservativos masculino e feminino, o tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), as ações de redução de danos, PEP, PREP e o próprio tratamento antirretroviral.

Mudança de atitude

A mudança na forma de abordar a prevenção tanto da Aids quanto de outras doenças surgiu da constatação, a partir de estudos, de que a população masculina não vem adotando o preservativo (camisinha) de maneira efetiva que possa evitar o surgimento de novos casos. “Devido a isso, foram criados outros mecanismos e ferramentas de prevenção, que são mais combativos”, explicou Silvana Lima.

Outro público que as campanhas irão enfatizar é o de mulheres, especialmente as grávidas, para evitar a transmissão vertical, quando a doença é transmitida da mãe para o filho. “Com as mulheres, a preocupação é, primeiro, a prevenção, e, segundo, o diagnóstico precoce visando adotar medidas de profilaxia para que os bebês nasçam saudáveis”, afirmou Lima.

*Com informações da assessoria de imprensa

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