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Amazonas é o 6º Estado brasileiro com mais casos de câncer de ovário, doença rara e perigosa

Doença rara com a menor chance de cura entre os tumores ginecológicos deve acometer pelo menos em seis em cada grupo de 100 mil mulheres amazonenses 23/05/2015 às 15:52
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Aos 86 anos, aposentada Olíbia de Souza Serrão (ao centro) foi diagnosticada com câncer e faz tratamento da FCecon
Adália Marques Manaus (AM)

Pouco frequente, o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, com a menor chance de cura, e que tem nas mulheres acima dos 40 anos com histórico de câncer de mama a maior parte dos casos confirmados

O Amazonas é o sexto Estado brasileiro com maior número de diagnósticos da doença, que em 2011 matou mais de 3 mil mulheres em todo o País, de acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

De acordo com estimativas do instituto, para cada grupo de 100 mil mulheres amazonenses, pelo menos seis devem desenvolver a doença em 2015. 

Somente em 2014 foram registrados mais de 5,6 mil novos casos no País. Em todo o Amazonas, desde o primeiro diagnóstico confirmado da doença outros 60 casos foram registrados nas redes pública e privada de saúde, até este ano.

Em Manaus, o último relatório de gestão da Fundação do Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), de 2013, aponta o registro de 15 casos de uma doença que, apesar de rara, exige a prevenção.

De acordo com a diretora-geral do Instituto da Mulher Dona Lindu, Grasiela Leite, o câncer de ovário é genético. “Se houveram casos na família, os descendentes já devem se prevenir. Este é um câncer silencioso e de difícil diagnóstico. E as causas são diversas”, alertou.

Para a médica, “todo câncer manda aviso”, aos quais as mulheres devem ficar atentas. “Se a mulher tiver alteração na menstruação, seja com um fluxo longo, ou não menstruar, deve procurar de imediato o ginecologista, porque isso significa que o ovário não está funcionando bem. E se depois de examinada constatar-se que o ovário não está no tamanho adequado, ela será submetida a uma ultrassonografia, que pode confirmar o diagnóstico”, explicou.

A idade ideal para a mulher procurar o ginecologista é quando ela começa a menstruar, mas se houver alguma alteração ela deve procurar o mais rápido possível um especialista, alerta Grasiela.

Acompanhamento

A aposentada Olíbia de Souza Serrão, 86, sentiu os sintomas em 2014, foi ao médico, descobriu que era o câncer e agora está em tratamento na Fcecon.

Depois disso, todos os filhos ficaram preocupados com a questão da hereditariedade. Uma delas é a dona de casa Silene de Souza Serrão, 51, filha de Olíbia. Com o “susto” da mãe, ela decidiu procurar um médico e descobriu um mioma.

Resultado: precisou retirar o útero, ovário e trompas. Agora a família participa dos tratamentos unida. “Eu já tenho uma filha de 12 e não pretendia mais ter filhos, então foi mais fácil. Mas a situação da nossa mãe foi o que acendeu o ‘alerta’ para o problema”.

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