Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
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Amazonas é o 6º Estado brasileiro com mais casos de câncer de ovário, doença rara e perigosa

Doença rara com a menor chance de cura entre os tumores ginecológicos deve acometer pelo menos em seis em cada grupo de 100 mil mulheres amazonenses



1.jpg Aos 86 anos, aposentada Olíbia de Souza Serrão (ao centro) foi diagnosticada com câncer e faz tratamento da FCecon
23/05/2015 às 15:52

Pouco frequente, o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, com a menor chance de cura, e que tem nas mulheres acima dos 40 anos com histórico de câncer de mama a maior parte dos casos confirmados

O Amazonas é o sexto Estado brasileiro com maior número de diagnósticos da doença, que em 2011 matou mais de 3 mil mulheres em todo o País, de acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca).



De acordo com estimativas do instituto, para cada grupo de 100 mil mulheres amazonenses, pelo menos seis devem desenvolver a doença em 2015. 

Somente em 2014 foram registrados mais de 5,6 mil novos casos no País. Em todo o Amazonas, desde o primeiro diagnóstico confirmado da doença outros 60 casos foram registrados nas redes pública e privada de saúde, até este ano.

Em Manaus, o último relatório de gestão da Fundação do Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), de 2013, aponta o registro de 15 casos de uma doença que, apesar de rara, exige a prevenção.

De acordo com a diretora-geral do Instituto da Mulher Dona Lindu, Grasiela Leite, o câncer de ovário é genético. “Se houveram casos na família, os descendentes já devem se prevenir. Este é um câncer silencioso e de difícil diagnóstico. E as causas são diversas”, alertou.

Para a médica, “todo câncer manda aviso”, aos quais as mulheres devem ficar atentas. “Se a mulher tiver alteração na menstruação, seja com um fluxo longo, ou não menstruar, deve procurar de imediato o ginecologista, porque isso significa que o ovário não está funcionando bem. E se depois de examinada constatar-se que o ovário não está no tamanho adequado, ela será submetida a uma ultrassonografia, que pode confirmar o diagnóstico”, explicou.

A idade ideal para a mulher procurar o ginecologista é quando ela começa a menstruar, mas se houver alguma alteração ela deve procurar o mais rápido possível um especialista, alerta Grasiela.

Acompanhamento

A aposentada Olíbia de Souza Serrão, 86, sentiu os sintomas em 2014, foi ao médico, descobriu que era o câncer e agora está em tratamento na Fcecon.

Depois disso, todos os filhos ficaram preocupados com a questão da hereditariedade. Uma delas é a dona de casa Silene de Souza Serrão, 51, filha de Olíbia. Com o “susto” da mãe, ela decidiu procurar um médico e descobriu um mioma.

Resultado: precisou retirar o útero, ovário e trompas. Agora a família participa dos tratamentos unida. “Eu já tenho uma filha de 12 e não pretendia mais ter filhos, então foi mais fácil. Mas a situação da nossa mãe foi o que acendeu o ‘alerta’ para o problema”.


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