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Cotidiano
INDÚSTRIA

Amazonas é o estado com pior resultado na produção industrial em novembro, diz IBGE

No período, houve queda de 3,7% na produção industrial amazonense. Já no acumulado de 2017, o Amazonas conseguiu crescimento de 3,2% 11/01/2018 às 09:59 - Atualizado em 11/01/2018 às 10:05
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Foto: Arquivo A Crítica
acritica.com

O Amazonas foi o estado brasileiro com pior resultado na produção industrial de outubro para novembro, conforme dados divulgados hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, houve queda de 3,7% na produção industrial local. No resto do País, houve crescimento de 0,2% em 8 dos 14 locais pesquisados, na série com ajuste sazonal.

Avanços acentuados

Os avanços mais acentuados em nível Brasil ocorreram no Espírito Santo, com expansão de 5,8%, resultado 5,6% maior que a média nacional, e na Bahia, que cresceu 3,5%, eliminando parte da perda de 8% acumulada em setembro e outubro; seguido de Pernambuco (2,6%), após dois meses de queda; e Minas Gerais que, com alta de 2,4%, recuperou parte da redução de 3,4% acumulada entre julho e outubro de 2017.

O Rio Grande do Sul, com alta de 1,4%, Pará (1,1%), São Paulo (0,7%) e Região Nordeste (0,2%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em novembro, sendo que os três primeiros fecharam com resultados maiores que a média nacional.

Amazonas lidera

Já entre as seis regiões com queda na produção, os resultados negativos mais intensos em novembro foram no Amazonas (recuo de 3,7%) e Rio de Janeiro, que, ao cair 2,9%, eliminou parte da expansão de 13,3% acumulada entre agosto e outubro. O Ceará fechou com redução de 2,3%. As demais taxas negativas foram no Paraná (-0,9%), Goiás (-0,6%) e Santa Catarina (-0,1%).

Acumulado do ano

Quando analisado o crescimento da indústria no resultado acumulado de 2017, frente ao período janeiro/novembro de 2016, o crescimento de 2,3%, verificado na média da indústria a nível nacional, reflete avanço nos parques fabris de 12 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE.

O destaque é a expansão de 10,5% no Pará, impulsionada pela extração de minério de ferro. Também houve avanços acima da média nacional no Paraná (4,8%), Goiás (4,6%), Mato Grosso (4,5%), Santa Catarina (4,5%), Rio de Janeiro (3,9%), Amazonas (3,2%), São Paulo (3%) e Ceará (2,4%). Completam o conjunto de locais com resultados positivos nos onze meses do ano, o Espírito Santo (2,3%), Minas Gerais (1,8%) e Rio Grande do Sul (0,5%).

Bens de capital

Nesses locais, segundo o IBGE, o maior dinamismo foi particularmente influenciado pela expansão na fabricação de bens de capital (em especial os voltados para o setor de transportes, construção e agrícola); de bens intermediários (minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia e derivados da extração da soja); de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos da “linha marrom”); e de bens de consumo semi e não duráveis (calçados, produtos têxteis e vestuário).

A Bahia, com queda de 2,7%, teve o recuo mais intenso no índice acumulado no ano, pressionada pela queda nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. A Região Nordeste (-0,5%) e Pernambuco (-0,5%) também acusaram taxas negativas.

Indústria no Pará

O crescimento de 10,5% nos onze meses de 2017 no Pará foi puxado pela expansão da extração de minério de ferro, que respondeu pela elevação da produção industrial no estado também na comparação com novembro do ano passado, que chegou a 10,7%.

Ao comentar os números da expansão industrial no Pará, o gerente da pesquisa, André Macedo, disse que “os resultados da atividade industrial, em qualquer comparação, são amplamente positivos, só ficando atrás de Goiás, na comparação com novembro de 2016, onde o estado cresceu 17%”.

O pesquisador explicou que a extração de minério de ferro (bruto ou beneficiado) tem grande importância na estrutura industrial do Pará, onde “a atividade responde por 77% do total da indústria local e vem sendo impulsionada pelo aumento das exportações”, finalizou.

*Com informações das agências

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