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Cotidiano
EDUCAÇÃO

Amazonas é o Estado que mais cresce no Ideb no Ensino Médio

Além do destaque no Ensino Médio, a rede municipal de ensino também teve grande desempenho, superando as metas previstas para este ano 08/09/2016 às 17:24 - Atualizado em 08/09/2016 às 19:09
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Notas obtidas pelas redes estadual e municipal de ensino ficaram entre as melhores do País / Foto: Divulgação / Seduc
Antônio Paulo e assessorias Brasília (DF) - Sucursal

O Amazonas foi o Estado que teve o maior crescimento no ensino médio, entre as redes estaduais, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2015, saindo de 3,0 em 2013 para 3,5 em 2015. Amazonas e Pernambuco foram únicos Estados brasileiros que cresceram em todos os níveis do Ideb 2015 tanto nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio. Em âmbito municipal, Manaus também teve bom desempenho, atingindo a nota  4,3 nos Anos Finais. O resultado foi superior a meta de 3,8 determinada pelo Ministério da Educação (MEC) para a capital amazonense. A projeção do MEC era que a rede alcançasse esse resultado apenas em 2019.

Os dados do Ideb 2015 foram divulgados nesta quinta-feira (8) pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, e pelo secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares da Silva. O levantamento foi feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Segundo o estudo, o índice alcançado por alunos do Ensino Médio de todo o País está estagnado há quatro anos, sem qualquer evolução. O indicador está em 3,7 desde 2011. Além disso, desde 2013, está abaixo da média estipulada pelo Ministério da Educação. Naquele ano, apenas dois estados cumpriram a meta: Amazonas e Pernambuco. Em 2014, a meta era 3,9 e, no ano passado, 4,3. “São índices absolutamente vergonhosos para o Brasil. É uma tragédia para a educação do país”, resumiu o ministro.

Em relação ao ensino fundamental, o índice mais satisfatório foi o dos anos iniciais (primeiro ao quinto ano), já que a meta de 5,2 foi superada – ficou em 5,5. Mas, na avaliação do MEC, os alunos seguem com deficiências em português e matemática.

Ainda de acordo com o Ideb, do sexto ao nono ano do ensino fundamental, as redes não atingem a meta desde 2013. Naquele ano, o objetivo era alcançar o índice de 4,4, mas chegou apenas a 4,2. Em 2015, ficou em 4,5, quando a meta era 4,7. Nesta faixa, a maioria das unidades da Federação ficou abaixo do esperado. Apenas os estados de Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Ceará e Goiás conseguiram bons resultados.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou que vai pedir urgência na tramitação do Projeto de Lei 6840/2013, que institui a jornada integral e altera o currículo do ensino médio. Este nível de ensino apresentou os resultados mais baixos do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb).

 “Os resultados são uma catástrofe para nossa juventude. A reforma no ensino médio é urgente, portanto, já passou da hora de oferecermos uma solução adequada para a educação dos jovens. Se porventura a apreciação do projeto não se dê ainda neste ano, vamos sugerir ao presidente Michel Temer que seja editada uma Medida Provisória. Não se pode ficar passivo aguardando o próximo ano”, declarou o ministro da Educação. Ele epera que essas mudanças sejam votadas ainda em 2016, para começar a implementá-las em 2017.

Ações no Amazonas

De acordo com secretário da Educação Básica do MEC, Rossieli Silva, que foi secretário de Educação do Amazonas até o final de maio deste ano, nesta edição do Ideb 2015, o Amazonas, pela primeira vez, está entre as nove melhores redes públicas estaduais do País. “Nos anos iniciais, o Amazonas ficou em 9º lugar, com Ideb 5,5. Nos anos finais, com 4,4, o Amazonas foi o estado que mais cresceu neste segmento do Ideb da Região Norte e está entre os três melhores desempenhos do Brasil. E no ensino médio, além de ter sido o único Estado a crescer 0,5, o Amazonas ficou em 5º lugar nesse segmento”, destacou Rossieli.

O secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Silva, destaca que quando exerceu o cargo de secretário do Amazonas, o Governo do Estado, através da Seduc-AM, lançou o “Pacto pela Educação do Amazonas”, que teve como meta suscitar dos poderes públicos municipais o empenho em priorizar a Educação, trabalhando medidas para elevar os indicadores educacionais - Ideb e Sadeam (Sistema de Avaliação de Desempenho do Amazonas) - de seus respectivos municípios.

De acordo com o secretário de Estado de Educação e Qualidade do Ensino, Algemiro Lima, os programas educacionais desenvolvidos pela SEDUC têm contribuição significativa no resultado apresentado pelo IDEB.

“O crescimento educacional do Amazonas em todos os níveis de ensino demonstra o excelente trabalho que vem sendo desenvolvido nas escolas da rede estadual. Isso deve, dentre outros fatores, aos programas e projetos criados para aperfeiçoar a qualidade da educação”, explicou o secretário de Educação, Algemiro Lima.

Manaus supera meta do MEC

Na rede municipal, a nota de 4,3 é referente aos Anos Finais (6º ao 9º ano do Ensino Fundamental) e representa um crescimento 26% em relação ao último Ideb, em 2013, quando a nota foi de 3,7. A capital amazonense nunca havia alcançado elevação tão expressiva desde a primeira aplicação do Ideb, em 2005.

Com o resultado, o índice das escolas municipais de Manaus saltou da 18ª para a 11ª posição entre 26 capitais brasileiras. Porto Alegre (3,8), São Luís (3,9) e Belém (4,0) são algumas das capitais do País que tiveram notas abaixo da de Manaus. Para compor a nota do Ideb, são utilizados os resultados da Prova Brasil (prova nacional) e do fluxo escolar, que também leva em consideração taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar.

Em relação aos Anos Iniciais (1º ao 5º ano do Ensino Fundamental), com o terceiro maior crescimento percentual do País, as escolas municipais também tiveram um resultado expressivo com nota de 5,4 no Ideb 2015. O resultado é superior a meta (4,9) do MEC para o município e próxima à projetada para 2019 (5,5). No Ideb de 2013, a nota havia sido de 4,6.  A elevação de 17% alcançada por Manaus só foi superada por Salvador (18%) e Teresina (22%).

Na análise dos últimos 10 anos, Manaus foi a quinta capital que mais elevou o índice educacional com 54% de crescimento ficando atrás de Palmas, Fortaleza, João Pessoa e Salvador. A capital amazonense, bem como Palmas e Fortaleza, além de estarem no grupo que aumentou mais de 40 pontos na década, apresentaram elevação significativa no aprendizado de Português e Matemática, com crescimento de 15 e mais de 10 pontos respectivamente.

De acordo com a secretária Municipal de Educação (Semed), Kátia Schweickardt, o resultado alcançado é motivo de comemoração para rede que, segundo ela, conseguiu um crescimento significativo apesar da frustração da receita, ocasionada pela crise financeira enfrentada no País. “Manaus mostrou sua força apesar de toda crise que a gente vem vivendo nos últimos dois anos. Anos difíceis, onde tivemos a maior frustração da receita dos últimos tempos e mesmo assim estamos conseguindo fazer mais e melhor com menos”, disse.

A secretária destacou, ainda, a importância dos educadores da rede municipal frente ao desempenho alcançado no índice educacional. “Hoje, figuramos entre as três capitais brasileiras que nos últimos 10 anos de Ideb, de 2005 a 2015, subiram 40 pontos. Isso é motivo de muito orgulho. Mostramos que é possível fazer educação de qualidade se tivermos foco, meta e um programa de gestão comprometido, sobretudo se tivermos valorização dos nossos profissionais, que são os grandes protagonistas dessa revolução que a gente vem fazendo na educação municipal em Manaus”, avaliou.

Cálculo do Ideb

Divulgado a cada dois anos, o Ideb é um indicador da educação brasileira divulgado a cada dois anos pelo Inep, autarquia do MEC que monitora o desempenho da educação no Brasil para subsidiar políticas públicas.

O Ideb relaciona duas dimensões: o desempenho dos estudantes em avaliações de larga escala e a taxa de aprovação, reprovação e evasão. O desempenho é calculado a partir da Prova Brasil, quando os estudantes do 5º e do 9º ano do ensino fundamental e do terceiro ano do ensino médio são avaliados em Língua Portuguesa e Matemática.

Os dados do fluxo escolar são verificados a partir do Censo Escolar do Ensino Básico, realizado anualmente.

O Ideb é calculado para escolas e para sistemas de ensino que monitoram o seu desempenho em relação a metas individuais pactuadas com o governo federal.

O Ideb varia de 0 a 10: quanto maior for o desempenho dos alunos e o número de alunos promovidos, maior será o Ideb.

Em 2015, 3,8 milhões de estudantes do 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º. Ano do ensino médio, em 57.744 escolas de todo o País, participaram do Ideb.

 

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