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Cotidiano
EDUCAÇÃO

Amazonas está abaixo da meta nacional de matriculados no ensino médio técnico

Apenas 16,9% dos 189.743 mil alunos do Amazonas matriculados cursavam o ensino médio associado ao técnico no Estado. Meta do Plano Nacional de Educação (PNDE) era de 22,1% 30/03/2018 às 09:08
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Meta do PNE é ter 22,1% dos alunos matriculados no ensino médio profissional em todo País. Foto: Arquivo/AC
Álik Menezes Manaus (AM)

O estudante Victor Hugo de Araújo Guedes tem 16 anos e é aluno do Instituto Federal do Amazonas (Ifam). O adolescente é aluno do curso técnico em informática e defende que essa modalidade de ensino prepara melhor os jovens para os desafios do mercado de trabalho.

Victor faz parte da estatística que aponta que, em 2016, apenas 16,9% dos 189.743 mil alunos do Amazonas matriculados cursavam o ensino médio associado ao técnico no Estado, segundo dados coletados no Anuário da Educação Brasileira 2017. A meta do Plano Nacional de Educação (PNDE) para essa modalidade de ensino era de 22,1% dos estudantes estivessem matriculados em todo o País. 

Na avaliação de Victor Hugo, apesar de haver um número razoável de escolas públicas que disponibilizam o ensino médio técnico no Amazonas, ainda é necessário mais incentivos para que os jovens ingressem na modalidade de ensino e, posteriormente, cheguem às universidades públicas. 

“Entrar em uma faculdade está cada vez mais difícil, principalmente se você vem de escola pública. Mas eu acredito que se investissem mais na formação técnica, os jovens teriam mais possibilidade de entrar no mercado de trabalho e até decidir que faculdade cursar. O curso técnico não é apenas profissionalizante, ele vai me proporcionar conhecimentos e experiências que vou levar para a vida toda. Está faltando mais atenção para esse tipo de ensino”, opinou.

A estudante Wanderleia da Silva Barbosa, 16, que também estuda no Ifam, defende que novas vagas sejam abertas e que o número de instituições que mantêm o nível técnico também seja ampliado no Estado. “Quando se trata de ensino, de estudo, de conhecimento, acredito que o dinheiro não deveria ser economizado. Pela educação que vem a transformação da sociedade, então a educação técnica não é diferente. O aluno sai daqui com novos valores e preparado para o mercado de trabalho”, afirmou a adolescente.

Para o professor de História Mikael Lindoso, o ensino técnico tem avançado, mesmo que em um ritmo lento. No entanto, na visão dele, “ainda está longe de atingir a meta ideal”. 

O educador também acredita que falta investimento em algumas áreas e estímulos aos alunos antes de chegar no ensino médio. “Vai muito além dos esforços dos professores. Se faz necessário mais investimento na capital e nos interiores. Hoje temos ótimas instituições, mas os esforços não podem parar por aí”, comentou.

Desigualdades

O Plano Nacional de Educação também traça estratégias que contemplam a equidade na educação profissional técnica e estabelece como objetivos reduzir as desigualdades étnico-raciais, expandir o atendimento do ensino médio gratuito integrado à formação profissional para as populações do campo e para comunidades indígenas e quilombolas.

Número

13,6 - É a proporção de matrículas na educação profissional técnica, em relação ao total do ensino médio, na Região Norte do País, conforme os dados publicados pelo Anuário.

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