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Amazonas está no roteiro da nova mania mundial: o Geocaching

O Geocaching é um passatempo para quem gosta de viajar e descobrir belos e improváveis cenários dentro de pontos turísticos de todo o mundo 27/12/2014 às 14:54
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Os pontos mais comuns de encontrar um cache são em escadas, embaixo de pedras, dentro de um cano, em lugares com metais
Cynthia Blink ---

No Amazonas, mais de 100 “caches” - como são chamados os objetos escondidos em um desafio internacional de caça ao tesouro - estão espalhados nas cidades de Manaus, Manacapuru, Itacoatiara, Rio Preto da Eva e Iranduba. O número de participantes do jogo mundial no Estado ainda é tímido, aproximadamente 20 pessoas, segundo informou o biólogo Ismael Ribeiro, um dos membros do Geocaching Amazonas. “No resto do Brasil a novidade chegou um pouco mais cedo, por isso tem mais adeptos”, explica Ismael Ribeiro, que descobriu o Geocaching por meio de um amigo. “Esse meu amigo não joga, mas como ele sabe que eu trabalho com turismo e viajo muito, comentou comigo sobre o Geocaching e resolvi conhecer mais do assunto. Pratico há dois anos, espalhei vários caches pelo Amazonas e tenho um escondido na Venezuela”, revelou.

Ficou curioso?

O Geocaching é um passatempo para quem gosta de viajar e descobrir belos e improváveis cenários dentro de pontos turísticos de todo o mundo. O jogo é considerado um caça ao tesouro do século 21, isso porque os participantes contam com um Global Positioning System (GPS) para encontrar os objetos escondidos, chamados de caches. Além da ajuda tecnológica, paciência e determinação também são fundamentais para quem topa o desafio, que pode demorar uma manhã ou o até mesmo o dia inteiro.

Os caches podem ser magnetizados ou não e conter (ou não) presentinhos. O importante para os participantes é a busca e o prazer de relatar aos outros jogadores por meio do site oficial do jogo (www.geocaching.com), como foi a experiência. “Tem guardas de segurança que de tanto observar o movimento já conhecem um pouco do jogo. Acontece, às vezes, da gente procurar e um guarda perceber, se aproximar e dar o ‘spoiler’ (contar onde está)”, revela Ribeiro, ao destacar que é preciso ser discreto na procura pelo cache para evitar chamar a atenção dos “trouxas”, como o grupo apelida as pessoas que não jogam.

Como funciona

Para jogar basta esconder e encontrar os caches. “Após esconder um cache, informamos as coordenadas no site oficial do jogo, para registrar no GPS e permitir que os outros jogadores possam localizá-lo”, esclarece Ribeiro. Ele também conta algumas regras na hora de esconder o cache, como: não pode ser em um lugar abandonado, o preferencial é que seja um em ponto turístico bem visitado; os lugares onde a entrada não são gratuita também são evitados, a não ser que sejam parques ou zoológicos.

Normalmente são os “nativos” que escondem os caches, portanto, servem como uma dica dos próprios moradores da cidade para os turistas conhecerem, quase como um guia, mas um pouco desafiador. Os pontos mais comuns de encontrar um cache são em escadas, entre pedras, dentro de canos e por dentro de estátuas. Portanto, se você acredita que já conhece todo os pontos turísticos da cidade e não pretende viajar nessas férias, esqueça a reclamação:  “Não tem nada para fazer de novo” e experimente desvendar os pontos turísticos pelo ângulo de um jogador do Geocaching. “Dá trabalho, mas é muito divertido. Sem contar que é uma atividade física e tanto”, diz Ribeiro.

Em números

 1 milhão é o número aproximado de caches (objetos)  espalhados por todo o mundo. Não é possível precisar a quantidade porque esse número cresce a cada hora que passa.

 R$ 200 é o valor mínimo  que um jogador investe para participar do Geocaching. O GPS e outros equipamentos de busca  estão à venda no site oficial do jogo, o www.geocaching.com.

Origem

A versão hi-tech da clássica caça ao tesouro teve origem no Estados Unidos, em 2000, quando foi escondido um cache nos arredores de Portland. Três dias depois, o cache já tinha recebido duas visitas e outros caches parecidos começaram a ser escondidos em outros locais.

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