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Amazonas fica entre os 10 piores estados do Brasil no ranking da mortalidade infantil

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga novos dados sobre a mortalidade infantil no Brasil e o Amazonas aparece no 6° lugar do ranking 02/12/2014 às 10:27
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Apesar de ter melhorado em 47% de redução, o Amazonas aparece no 6° lugar do ranking da mortalidade infantil
Cynthia Blink Manaus (AM)

Na contramão dos outros estados brasileiros, o Amazonas, apesar de ter melhorado em 47% de redução, aparece no 6° lugar do ranking da mortalidade infantil (crianças com até 1 ano de idade), ou seja, entre os 10 estados brasileiros com os índices mais preocupantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 1980, o Amazonas ocupava a 14° posição, na época, contava 58,2 por mil nascidos vivos, já em 2013, esse número mudou para 20,0 por mil. Menos que o estado da Paraíba, que em 1980 tinha o pior índice 117,1 por mil, em 2013 está no 9° lugar com 19,0 por mil. Uma queda de quase 95%.

No 27° lugar estava o Rio Grande do Sul, em 1980, apresentando o melhor índice do País, 36,5 por mil. Em 2013 reduziu em 32% a taxa de mortalidade infantil e agora ocupa o 25° lugar com 10,5 por mil. Segundo a pesquisa, Espírito Santo e Santa Catarina apresentam o melhor índice atualmente, 10,1 por mil.

Objetivo

No Brasil, de acordo com dados divulgados ontem, a taxa de mortalidade infantil, que em 1980 estava próxima dos 70,0 por mil nascidos vivos, em 2013 foi estimada em 15,0 por mil, representando uma queda de 78,3% nas mortes de menores de 1 ano.

Diminuir em dois terços a mortalidade na infância no Brasil até 2015 era uma das metas do “Um Mundo para as Crianças”, um documento elaborado em uma sessão especial da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2002, onde foram ouvidos os representantes de ONGs, poder público de vários países e organizações do Sistema das Nações Unidas.

Expectativa de vida

A mesma pesquisa divulgada pelo IBGE mostra que o Amazonas tem a sexta menor expectativa de vida do Brasil atualmente.

O Estado também foi onde a população teve o segundo menor ganho de anos de vida, ao longo dos últimos 34 anos, passando de 60,7 anos em 1980 para 71,2 anos, em 2013.

No Amazonas, as mulheres ainda estão vivendo mais. E foi delas, também, o maior ganho na expectativa (11,4 anos). A esperança de vida ao nascer em 1980, para elas, era de 63,3 anos. Em 2013, saltou para 74,7 anos. Ainda assim, o Amazonas é apenas o 23º no ranking de 26 Estados e o Distrito Federal, à frente apenas de Roraima, Rondônia, Maranhão e Piauí. Apenas quatro Estados têm expectativa acima dos 80 anos para a população feminina.

De acordo com o IBGE, entre os homens, o avanço foi de 9,6 anos, passando de 58,4 em 1980 para 68 em 2013. Segundo a pesquisa, atualmente, o Amazonas tem a 7ª menor expectativa de vida para essa parcela da população.

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