Domingo, 22 de Setembro de 2019
OPORTUNIDADES

Amazonas gerou mais de mil empregos formais em outubro, aponta Caged

Serviços e comércio impulsionaram saldo positivo. O Estado registrou, no mês passado, 11,3 mil contratações, contra 10,1 mil demissões



zDIA032302_p01_CE18D0D7-013E-4CE4-8BB0-63DE3F0920C9.jpg Foto: Arquivo/AC
23/11/2018 às 07:00

O Amazonas registrou um saldo positivo na geração de empregos em outubro, com a criação de 1.184 novos postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O Estado registrou, no mês passado, 11,3 mil contratações, contra 10,1 mil demissões.

O País criou 57 mil vagas de emprego com o total de 790.579 postos gerados no mercado de trabalho formal.

É o caso de Kaleide Ramos, 33, contratado recentemente para uma empresa de Call Center após dois anos desempregado. “Antes de conseguir foi bem difícil, enviei currículo diariamente em sites e distribuía pessoalmente. Demorou, mas veio na hora certa”, disse.

O acréscimo foi impulsionado pelos setores de serviços e o comércio que mostraram resultados positivos no Amazonas, com 649 e 495 novos empregos, respectivamente. 

O empresário William Vasconcelos, está contratando profissionais para atuar no salão de beleza, localizado no bairro Vieiralves, e enfrenta a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada. “Há três meses, estou contratando cabeleireiro, manicure e estética. O final de ano é o nosso Natal, quando trabalhamos para ganhar gordura e pagar as despesas de janeiro e fevereiro, meses de declínio. Com o faturamento positivo, a expectativa é de efetivar os temporários”, contou.

A agropecuária apresentou 195 contratações e em seguida o segmento da construção civil manteve o crescimento com a geração de 145 empregos.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-AM), Frank Souza, nos últimos cinco meses o setor apresentou indicadores positivos de contratações no mercado amazonense. “Isso é um grande sinal de que a economia tem gradualmente avançado. Segurança jurídica, financiamento ao setor e melhoria dos negócios, de modo geral, tem mostrado na prática um avanço no mercado”, afirmou.

No ano, o saldo é de 7,2 mil empregos, diferença de 116 mil contratações em relação a 108 mil desligamentos. Em 12 meses, o Amazonas registrou o superávit de 6,3 mil empregos, crescimento de apenas 1,61%, após 136 mil admissões e 130 demissões.

Estabilidade no emprego

A publicitária Rebekah Mello, 24 anos, faz parte do grupo de 1.184 trabalhadores que conseguiram uma vaga no mercado formal em outubro. Ela estava como prestadora de serviço, sem carreira de trabalho, em outra empresa desde maio e sem a expectativa de contratação.

“Surgiu essa vaga e a oportunidade de trabalhar como analista de mídias sociais em uma empresa de comunicação. Fiquei no emprego pela estabilidade, a certeza de que vou ter todos os meus tributos recolhidos e também pensando na aposentadoria”, disse.

As dificuldades encontradas pela publicitária foram a exigência de bastante experiência para o cargo e a remuneração condizente com a função a ser desempenhada e a formação profissional. “Busquei um emprego que fosse na minha área e que desse a perspectiva de melhora no futuro e uma carreira profissional mesmo. Não apenas de continuar naquilo ou pular de emprego em emprego”, relatou.

Índice de Confiança

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICE) alcançou 63,2 pontos em novembro, o maior valor para o índice em oito anos, em 2010 registrou 63,3 pontos. O aumento da confiança decorre da melhora das expectativas e pela avaliação mais positiva das condições de negócio

Desaceleração

Entre os setores que assinalaram mais desligamentos que admissões, a administração pública perdeu 271 postos e em menor proporção o setor de serviços de indústria de utilidade pública e a indústria de transformação que registraram 34 e duas demissões, respectivamente.

Em outubro do ano passado, o saldo da indústria de transformação foi positivo com a geração de mais de 800 empregos, segundo Ministério do Trabalho. Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, os dados do Caged, de outubro deste ano, revelam a sazonalidade da indústria em função dos contratos temporários “Ainda não temos um aquecimento das contratações dentro do previsto. As contratações na indústria não estão no mesmo ritmo dos outros anos. Com a mudança de governo esperamos um novo horizonte”, pondera.

‘Empate técnico’ na indústria

“No Amazonas, as contratações temporárias estão concentradas no setor de serviços. As novas modalidades criadas e legalizadas pela reforma trabalhista permitiram isso. No regime de tempo parcial, trabalho intermitente, o Estado registrou o acréscimo de mais de dois mil novos postos de trabalho. O mês de novembro vai se manter estabilizado conforme outubro. Acreditamos que em dezembro teremos uma quantidade maior de contratações, especialmente, motivado pelo comércio. Avalio o desempenho da indústria como empate técnico. Normalmente nesses períodos de grandes eventos, como a Copa do Mundo, a indústria cresce muito em função da produção de eletroeletrônicos. Passado essa euforia, agora a indústria está começando a se estabilizar com uma tendência de crescimento. A partir de janeiro a perspectiva do setor é de entrar em um ritmo de crescimento a partir dessas facilidades que serão criadas como a redução da burocracia e  entraves diminuídos para implantação de novas empresas”, disse o superintendente regional do Trabalho, Gilvan Motta.


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