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Amazonas lidera inadimplência de aposentados com índice de 24%

De acordo com o levantamento, 19,1% das pessoas com mais de 60 anos da região Norte têm dívidas atrasadas há mais de 90 dias com valor superior a R$ 200 04/12/2014 às 11:02
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Índice de inadimplência entre idosos de Manaus chega a 28,9%, o maior do País, segundo a Serasa Experian
acritica.com ---

O Amazonas registra o maior percentual de idosos inadimplentes do País: 24,1%, seguido pelo Amapá, com 21,2%. Na última colocação, com menos idosos inadimplentes, está Minas Gerais, com 10,3%. A cidade com mais idosos inadimplentes é Manaus (AM), com 28,9%. São Paulo reúne o menor percentual: 11,3%. As informações são da Serasa Experian.

Um em cada cinco idosos da região Norte do País está inadimplente. De acordo com o levantamento, 19,1% das pessoas com mais de 60 anos da região Norte têm dívidas atrasadas há mais de 90 dias com valor superior a R$ 200. A média do País é de 12,7%, o que equivale a 28,5 milhões de habitantes. No Nordeste e no Centro-Oeste, o número de idosos com pendências financeiras cai para 13,3%.

No Sudeste, o percentual é de 12,3%, enquanto o Sul apresenta a menor taxa, de 11%. Segundo Luiz Rabi, economista da Serasa, o resultado reflete a baixa renda observada na região Norte. “Norte e Nordeste têm inadimplência maior porque a correlação do calote com a renda per capita é muito forte. Se fosse fazer o estudo com jovens e adultos, ia dar praticamente o mesmo resultado”, diz.

baixa rendaDe acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2013, a região Norte tem rendimento médio mensal domiciliar de R$ 2.285, enquanto no Nordeste o valor cai para R$ 1.988. No Sul, a renda média domiciliar sobe para R$ 3.336, no Sudeste é de R$ 3.378 e no Centro-Oeste, de R$ 3.525.

O percentual maior de inadimplência entre idosos nas duas regiões está ligado também à dificuldade de formação de poupança, afirma Rabi. “Quando a renda é baixa, as pessoas têm dificuldade de fazer uma reserva financeira. Quando renda aumenta, a taxa de poupança cresce”, afirma. “Então, se ocorre uma conjuntura econômica desfavorável, como o aumento da inflação e do desemprego, quem tem renda mais elevada consegue utilizar essa aplicação financeira e honrar seus pagamentos. Quem não possui essa reserva não tem para onde correr”, explica.

Quem está com dívidas atrasadas deve tentar renegociá-las logo, afirma Rabi, da Serasa. E essa urgência tem a ver com o ciclo de aumento da taxa básica de juros, a Selic.

Organização

Mesmo quem está com as finanças em dia deve tomar cuidado com os gastos de fim de ano, para não se endividar. Especialistas recomendam que é preciso colocar tudo na ponta do lápis para organizar as despesas. No começo do ano, a inadimplência sobe e atinge seus piores momentos.

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